Jubileu da Misericórdia: o único critério é a “salus animarum”

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Por: André | 02 Setembro 2015

Jorge Mario Bergoglio, que seria cardeal ainda por alguns dias, recordou-o durante a sua breve, mas importante intervenção durante as Congregações Gerais dos cardeais antes do Conclave que o elegeu Papa: decisões, mudanças e reformas na Igreja devem ser realizadas exclusivamente “pela salvação das almas”. Este é o objetivo por trás das novidades e das decisões que Francisco tomou para o Ano Santo da Misericórdia, e que são expostas na carta enviada na terça-feira ao arcebispo Rino Fisichella.

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada por Vatican Insider, 01-09-2015. A tradução é de André Langer.

Permitir, durante o Jubileu, que todos os padres do mundo absolvam o pecado do aborto, cujo perdão está reservado apenas aos bispos e a alguns padres delegados por este último, significa tentar de tudo para procurar acolher as mulheres que abortaram e os homens que as obrigaram, procuraram ou contribuíram para o aborto. Fazer com que qualquer Igreja, em qualquer parte do mundo, possa representar um porto seguro e um refúgio para estas pessoas, e que ali se possam encontrar com a misericórdia do Pai sem ter que passar por outros padres. Fazer com que ninguém dentre aqueles que mostrarem remorsos e arrependimento se perca.

O mesmo critério, a mesma lei suprema, entra em jogo na concessão da indulgência aos presos nas capelas de suas prisões, com a sugestiva imagem da porta das celas que se transforma na Porta Santa, se rezarem e se arrependerem. É conhecida a proximidade humana e cristã que Francisco não deixou de manifestar aos presos. Esta concessão fica ainda mais evidente.

Exatamente o mesmo critério entra em jogo na decisão de que sejam absolutamente válidas e legítimas as confissões dos fiéis da Fraternidade São Pio X durante o Ano Santo. Na espera de novos passos, esclarecimentos teológico-doutrinais e adequações canônicas... Francisco fala de tudo o que alguns bispos do mundo inteiro lhe contaram sobre as dificuldades que estes fiéis encontraram. E, pensando neles, no bem de suas almas, o Sucessor de Pedro pretende sanar por completo a raiz e dirimir qualquer dúvida sobre a validez e a legitimidade das absolvições e das confissões celebradas pelos padres que pertencem à Fraternidade fundada pelo arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre.

Para concluir, não deve passar despercebida a breve, mas densa passagem da carta na qual o Papa também fala sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual, atualizando sua importância e declarando que também através delas se obterá a indulgência do Jubileu.

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