Um protesto indígena interrompe a sede da COP30: “Nossa terra não está à venda” (vídeo)

Foto: Chris Kebbon/Cimi

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12 Novembro 2025

Os manifestantes foram rapidamente contidos por seguranças das Nações Unidas, responsáveis ​​pela segurança na área, onde foram relatados alguns confrontos. Pelo menos um segurança ficou ferido.

A reportagem é publicada por El País, 12-11-2015.

Dezenas de manifestantes — incluindo membros de comunidades indígenas e jovens ativistas — invadiram na terça-feira o local onde acontecia o segundo dia de negociações da COP30 em Belém e entraram em confronto com seguranças para exigir ações climáticas e a proteção da floresta. Gritando com raiva, os manifestantes exigiam acesso à Zona Azul da cúpula climática da ONU, onde milhares de delegados de países de todo o mundo participam do encontro anual, que está sendo realizado pela primeira vez no coração da floresta amazônica brasileira.

Alguns agitavam bandeiras com slogans reivindicando direitos territoriais ou carregavam cartazes com os dizeres: “Nossa terra não está à venda”. “Não podemos comer dinheiro”, disse Gilson, um líder indígena da comunidade Tupinambá, próxima ao curso inferior do rio Tapajós, à Reuters. “Queremos nossas terras livres do agronegócio, da exploração de petróleo, da mineração ilegal e da extração ilegal de madeira.”

Os manifestantes foram rapidamente contidos por seguranças das Nações Unidas, responsáveis ​​pela segurança na área, onde ocorreram alguns confrontos e os acessos foram fechados. Pelo menos um segurança ficou ferido.

“Queríamos ocupar o local justamente para demonstrar quais comunidades deveriam estar representadas neste evento”, disse Helen Cristine, do Juntos, movimento jovem do partido PSOL, ao portal de notícias amazônico Sumaúma. “Acreditamos que a COP30 não representa os povos indígenas. A organização foi criada para atender a interesses comerciais. A exploração de petróleo no Delta do Amazonas está destruindo o meio ambiente”, acrescentou.

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