Nota do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), UFRGS, à sociedade, a respeito de abertura de canais na Laguna dos Patos

Foto: Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • Trump usa o ataque para promover sua agenda em meio ao bloqueio de informações sobre o Irã e índices de aprovação em níveis historicamente baixos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Mai 2024

Reproduzimos a seguir a nota, publicada pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), referente à abertura de um novo canal para o escoamento da água da Laguna dos Patos para o mar, 10-05-2024.

Eis a nota.

Foto: Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Estão circulando mensagens sobre a opção de abertura de uma passagem na faixa de areia que separa a Lagoa dos Patos do Oceano Atlântico, como forma acelerar a redução do nível do Guaíba.

Esse tipo de obra exige estudos detalhados, com uma visão multidisciplinar e interdisciplinar para avaliar os impactos positivos e negativos. Sem tais estudos, há pouca garantia de que uma obra desse tipo garantiria um rebaixamento significativo do nível d'água no Guaíba e na Lagoa dos Patos, que é governado por múltiplos fatores.

Tecnicamente, a abertura de uma nova barra envolve riscos elevados: erosão das praias; salinização do Guaíba e da Lagoa do Casamento; efeitos negativos sobre o ambiente, a sociedade e a economia, afetando navegabilidade e a produção agrícola. Além disso, há que considerar que esse sistema teria elevados custos de implantação e manutenção, com operação complexa.

Uma obra desse tipo, sem as considerações necessárias, pode causar danos irreversíveis.

Porto Alegre, 10 de maio de 2024.

Equipe IPH.

Leia mais