Senado aprova projeto que flexibiliza regularização de terras na Amazônia

Foto: Valter Campanato | Agência Brasil

Mais Lidos

  • O Apocalipse não é o fim do mundo, mas a salvação do cristão. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS
  • Veja o que pode mudar após Câmara aprovar fim da escala 6x1

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

24 Novembro 2023

PL permite renegociação e quitação de débitos para imóveis rurais e lotes de assentamento; especialista alerta que texto pode levar à sobreposição com Áreas Protegidas.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 23-11-2023.

O Senado Federal aprovou na última 3ª feira (21/11) o projeto de lei 2.757/2022, que prevê a extinção de cláusulas resolutivas (que permitem a rescisão do contrato em caso de descumprimento) constantes de títulos fundiários e facilita a regularização de antigas ocupações. O projeto, de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), altera a lei do Programa Terra Legal (11.952/2009) e permitirá o perdão de pendências para títulos dados até 2009. O texto vai agora para sanção presidencial.

O PL prevê a extinção das condições resolutivas de contratos firmados até 25 de junho de 2009 desde que o beneficiário tenha quitado o preço, a área total não exceda 15 módulos fiscais, o imóvel esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR), e não haja exploração de mão-de-obra em condições análogas à escravidão. Ele não afasta a responsabilização do beneficiário por eventuais infrações ambientais, trabalhistas e tributárias.

Na Folha, a pesquisadora do Imazon, Brenda Brito, explicou que a proposta pode facilitar a regularização fundiária de terras com risco de sobreposição a Áreas de Proteção ou territórios indígenas, já que não prevê uma avaliação mais cuidadosa dos casos.

“O coração [do projeto] são os mais de 100 mil documentos de terra emitidos até 1997, que na maioria dos casos não cumpriram com as obrigações para permanecer no imóvel e, na teoria, teriam que ser retomados pela União”, disse.

Agência BrasilPoder360 e R7 também repercutiram a notícia.

Leia mais