Conquista espanhola: direita critica duramente o Papa Francisco

Foto: Reprodução do Twitter @IdiazAyuso

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Outubro 2021

 

Uma política espanhola repreendeu o Papa Francisco por ter se desculpado pelo papel da Igreja Católica na conquista e na subsequente colonização do México há 500 anos.

A reportagem é de Scarlett Sherriff, publicada por The Tablet, 01-10-2021. A tradução é de Anne Ledur Machado.

 

 

Isabel Díaz Ayuso, que dirige o governo regional de Madri e pertence ao conservador e centrista Partido Popular, disse que ficou surpresa com o fato de que “um católico que fala espanhol fale assim de um legado como o nosso”.

Ela defendeu o impacto do colonialismo espanhol na América Latina, dizendo que ele levou “a língua espanhola e, por meio das missões, o catolicismo e, portanto, a civilização e a liberdade ao continente americano”.

Em uma mensagem dirigida a Dom Rogelio Cabrera López, presidente da Conferência dos Bispos do México, por ocasião dos 200 anos da independência do país, o papa argentino disse que olhar para trás requer “um processo de purificação da memória, isto é, reconhecer os erros cometidos no passado que foram muito dolorosos”.

O papa acrescentou que ele e seus antecessores pediram em várias ocasiões perdão pelos “pecados sociais e pessoais” cometidos pela Igreja, que tem sido criticada pela participação na perseguição aos povos indígenas e pelo roubo e exploração das terras indígenas.

Não é a primeira vez que Díaz Ayuso – que é apontada como uma potencial futura líder do Partido Popular e que teve o apoio externo do partido de extrema direita Vox como líder regional – deixou claras as suas opiniões sobre o colonialismo espanhol e o legado da Igreja e da monarquia.

No início desta semana, ela criticou o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, que em 2019 pediu que o papa e o Rei Filipe VI da Espanha expiassem seus legados coloniais, promovendo aquilo que ela viu como uma “tendência perigosa do comunismo via indigenismo”, que ela descreveu como “um ataque à Espanha”.

Em discurso à Organização dos Estados Americanos em 2019, após a decisão de mudar o nome das celebrações de “Festa de Colombo” para “Festa dos Povos Indígenas”, ela criticou tal decisão, dizendo que a Espanha tinha levado “universidade”, “civilização” e “valores ocidentais”, que continuam até hoje nas democracias liberais.

A Espanha continua lutando com o seu legado histórico – com o papel de Franco e o seu assim chamado “Catolicismo Nacional” fortemente debatido nos últimos anos, assim como a identidade hispânica e a história do colonialismo.

 

Leia mais