Petroleiros em greve vendem botijão de gás a R$ 35 à população em Pernambuco

Foto: FUP

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17 Fevereiro 2020

Ação é para chamar atenção para a greve nacional de 16 dias contra demissões em massa, e para a política de Bolsonaro que eleva preços de gás e combustíveis.

A reportagem é de Cida de Oliveira, publicada por Rede Brasil Atual – RBA, 16-02-2020.

Para chamar a atenção da população para a política econômica do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), que inclui o desmonte do estado e o sucateamento de empresas como a Petrobras, além da dolarização que eleva os preços ao consumidor, o Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba (Sindipetro PEPB) vendeu 200 botijões de gás a R$ 35 – preço que eles consideram justo.

Os moradores de Vila Rica, em Jaboatão dos Guararapes (PE), compareceram em massa nesta sexta-feira (13), dia do protesto solidário. Além de levar gás pela metade do preço, entenderam as razões do seu preço elevado, bem como dos combustíveis. Ação semelhante já ocorreu em outros estados.

“A política de preços interfere. O povo paga caro no gás de cozinha e no combustível por causa da política de preço internacional e o dólar, quando não era para ser seguido. A gente tem nossas refinarias, com capacidade para produzir 2,6 bilhões de barris por dia, mas estão operando à capacidade de 2,4 bilhões de barris/dia. O governo reduz a carga das refinarias a 60% e abre mercado para trazer de fora, quando somos auto suficientes e diesel e gás de cozinha. Precisaríamos de importar um pouco de gasolina apenas”, explicou Rogério Soares de Almeida, coordenador geral do sindicato.

Em greve há 16 dias, os petroleiros reivindicam a suspensão da demissão de 144 trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes do Paraná. A greve geral conta a mobilização de 20 mil trabalhadores em 116 unidades da Petrobras em 12 estados.

O dirigente do Sindipetro PEPB ressaltou ainda que a greve tem como objetivo chamar atenção para o perigo que representa ao país a política de se desfazer das refinarias e fábricas de fertilizantes, entre outras. “A greve não vai afetar a produção e nem a sociedade. Essa não é a nossa intenção”, destacou Almeida.

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