Djibouti na Rota da Seda

Fachada da zona comercial de Djibouti, patrocinada pela China | Foto: Cortesia da Zona de Portos de Djibouti

Mais Lidos

  • “60% do déficit habitacional, ou seja, quase quatro milhões de domicílios, vivem nessa condição porque o gasto com aluguel é excessivo. As pessoas estão comprometendo a sua renda em mais de 30% com aluguel”, informa a arquiteta e urbanista

    Gasto excessivo com aluguel: “É disso que as pessoas tentam fugir quando vão morar nas favelas”. Entrevista com Karina Leitão

    LER MAIS
  • "Inflamar o Golfo é um bumerangue. Agora Putin e Xi terão carta branca". Entrevista com Andrea Riccardi

    LER MAIS
  • Contra a guerra injusta e injustificada com o Irã. Editorial da revista jesuíta America

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Mai 2019

Djibouti se tornará uma encruzilhada fundamental da Rota da Seda. A China e o pequeno país da África Oriental estão trabalhando nessa direção. Isso foi afirmado pelos líderes dos dois países, Xi Jinping e Ismail Omar Guelleh em um encontro realizado em 28 de abril, em Pequim.

A reportagem foi publicada por Settimana News, 06-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini

Djibouti é um pequeno estado encravado entre a Etiópia, a Eritreia e a Somália. Sua posição no Estreito de Áden e no Mar Vermelho, no entanto, o torna estratégico tanto do ponto de vista comercial quanto militar.

 

Há tempo, o Djibouti, uma ex-colônia francesa, vem arrendando terras para vários países estrangeiros nas quais foram construídas bases militares. Estados Unidos, França, Japão, China e Itália possuem contingentes próprios no local.

Mas o Djibouti também é uma porta aberta para os mercados da África oriental e central. Por essa razão, a China está de olho no país e o incluiu entre as nações estratégicas em suas políticas comerciais.

Xi disse que a China está disposta a aumentar seu compromisso com o Djibuti para ajudar seu crescimento. "A China continuará a apoiar o desenvolvimento econômico e social de Djibouti, fará um intercâmbio de experiências sobre o desenvolvimento e incentivará empresas chinesas competitivas a investir e expandir negócios no Djibouti", afirmou o presidente chinês.

Guelleh declarou que a Rota da Seda é única e promoverá a cooperação internacional para o desenvolvimento e fará uma contribuição significativa para a criação de um mundo interconectado e melhor. "As acusações infundadas de algumas pessoas que veem a China como uma ameaça, não enfraquecerão a confiança do Djibouti na Rota da Seda e em Pequim", salientou o presidente do Djibouti.

Após o encontro, os dois líderes participaram da cerimônia de assinatura dos documentos sobre a cooperação bilateral, incluindo a construção da Rota da Seda. Esses acordos são outro elemento da política de penetração chinesa na África. Há anos, Pequim tem observado com interesse os recursos naturais e minerais da África. E muitas nações africanas favoreceram a entrada dos chineses em seus mercados em troca de apoio econômico e no campo de infraestruturas.

Uma relação que está se consolidando, mas que levanta algumas dúvidas tanto no campo dos direitos humanos (ema no qual a China está totalmente desinteressada) quanto no campo da sustentabilidade no longo prazo. Alguns estados africanos estão de fato acumulando dívidas em relação a Pequim. Conseguirão pagá-las? E como?

Leia mais