Semana trágica no calendário eleitoral da semana

Foto: Marri Nogueira/Agência Senado

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • Conscientização individual dos efeitos das mudanças climáticas aumenta, mas enfrentamento dos eventos extremos depende de ação coletiva, diz pesquisador da Universidade de Santa Cruz (Unisc)

    Dois anos após as enchentes: planos de governo das prefeituras gaúchas não enfrentam as questões climáticas. Entrevista especial com João Pedro Schmidt

    LER MAIS
  • Como Belo Monte mudou para sempre o Xingu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Agosto 2018

"O medo que paira nos grandes meios de comunicação é a sombra de Lula, bem à frente nas pesquisas, que o sistema desde o princípio tratou que fosse inelegível, insuportável para os setores dominantes", escreve Luiz Alberto Gómez de Souza, sociólogo. 

Eis o artigo.

Onde os programas dos candidatos? A aposta de muitos de nós numa frente ampla progressista pareceria quase impossível neste horizonte imediato de 2018. Entretanto, Manuela d'Ávila sinaliza que renunciará a uma candidatura isolada, se for possível a criação de uma proposta coletiva de unidade. Para o PT, a unidade passaria pela adesão a priori a Lula, o que inviabiliza de saída o diálogo coletivo. Alguns partiram na busca de alianças que permitam aumentar o tempo na propaganda eleitoral, ou se equilibrando em procurar apoios contraditórios ao nível das candidaturas estaduais. E um sinal da falta de rumos é a dificuldade para quase todos de escolher companheiros de chapa, esperando possíveis composições eleitoreiras.

O medo que paira nos grandes meios de comunicação é a sombra de Lula, bem à frente nas pesquisas, que o sistema desde o princípio tratou que fosse inelegível, insuportável para os setores dominantes. Lula indicará alguém que o substitua na undécima hora? Dentro do próprio PT? Tarde talvez para costurar alianças.

Partimos para uma eleição com muitos candidatos e muitas legendas, várias de aluguel. A eleição presidencial centraliza a atenção. E com isso fica na sombra a tarefa mais importante de apoiar candidatos confiáveis ao nível legislativo, para tentar sair de uma desmoralização que se abate sobre esse poder.

Uma alta abstenção seria um retrocesso na frágil construção democrática. Como votarão as novas gerações? Alguns, sem memória histórica, podem cair na tentação suicida de apoiar propostas da extrema direita. Mais do que nunca é necessária uma cidadania ativa e democrática. E, voltando ao princípio, é importante deixar de fixar-nos apenas em nomes, exigindo programas audazes que abram novos rumos à esquerda.

Leia mais