Cineasta francês Claude Lanzmann morre aos 92 anos

Foto: Donostia Kultura/ Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Na semana do Dia das Mães, a pesquisadora explica como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge

    Mães solo e os desafios do cotidiano: dificuldades e vulnerabilidades nos espaços públicos. Entrevista especial com Mariene de Queiroz Ramos

    LER MAIS
  • Padre Josimo: 40 anos depois segue sendo assassinado todo dia. E segue ressuscitando

    LER MAIS
  • Matemático e filósofo reflete sobre a missão civilizatória das Ciências Humanas diante do desenvolvimento da Inteligência Artificial

    Universidade e o projeto de futuro das Big Techs: pensamento crítico versus inteligência como ‘utility’. Entrevista especial com Walter Carnielli

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

06 Julho 2018

Segundo porta-voz de editora, o diretor do documentário 'Shoah' estava com a saúde debilitada há vários dias.

A informação é publicada por O Estado de S. Paulo, 05-07-2018.

O cineasta e escritor francês Claude Lanzmann, diretor do emblemático documentário Shoah, sobre o Holocausto, que tem mais de nove horas de duração, morreu nesta quinta-feira, 5, em Paris aos 92 anos, informou a editora Gallimard.

"Lanzmann faleceu nesta manhã em sua residência. Estava com a saúde muito, muito frágil há vários dias", afirmou um porta-voz da editora. A morte do cineasta foi confirmada pela produção de seu último filme, Les quatre soeurs, que estreou na quarta-feira na França.

O diretor do documentário sobre o extermínio dos judeus na Europa também foi jornalista, escritor e diretor da revista francesa Temps modernes. Amigo de Jean-Paul Sartre, companheiro de Simone de Beauvoir, Lanzmann foi um defensor incansável da causa de Israel.

Em 2017, ficou profundamente abalado pela morte de seu filho Félix, de 23 anos, vítima, segundo ele, de um "câncer sem piedade". "A morte não é evidente. Eu não não defendo em nada a morte. Continuo acreditando na vida. Amo a vida com loucura, apesar de na maioria das vezes não ser divertida", afirmou ele recentemente à agência de notícias France-Presse.

O diretor se declarava um resistente e combatente a favor da verdade. "Quando vejo o que fiz ao longo da minha vida, acredito que encarnei a verdade. Nunca brinquei com isto", disse Lanzmann.

Nota IHU: Em 2014, no evento Ética, Memória, Esperança. Uma perspectiva de triunfo da justiça e da vida – 11ª Páscoa IHU, o Instituto Humanitas Unisinos exibiu o documentário Shoah, de Claude Lanzmann, em sete sessões, cuja duração é de aproximadamente sete horas, e promoveu o debate com o psicanalista Robson de Freitas Pereira, que discutiu a proposta estético-política do diretor no documentário. Shoah, é considerado o maior e principal documentário do Holocausto

Leia mais