Na Amazônia, silenciar e ouvir o canto de harmonia dos povos

Foto: Pedro Devani/ Secom AC/ Fotos Públicas

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23 Agosto 2017

A irmã italiana Tea Frigério é uma missionária xaveriana que vive e trabalha nas pastorais amazônicas há 42 anos. Pós-graduada em assessoria bíblica e membro da equipe de formação do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), ela participou do Encontro sobre Ecoteologia promovido pela REPAM (Rede Eclesial Pan-amazônica) em Brasília, nos dias 16 e 17 de agosto. E no âmbito do debate “Alcances e Limites da Laudato si à luz da Ecoteologia no Brasil”, a irmã propôs uma reflexão contextual sobre o as vozes do ecossistema, questionando sobre o potencial e a fragilidade do povo amazônico.

A reportagem foi publicada por Rádio Vaticano, 22-08-2017. 

“Silenciar e escutar o canto dos povos amazônicos; o que ele está cantando? Frente à Amazônia deveríamos silenciar. Sentir a brisa que sopra da floresta e escutar as suas vozes, para encontrar o caminho de harmonia e bem viver. O silencio nos faz escutar e provoca a reescrever a história da Amazônia, a partir dos ribeirinhos, do catador de castanha e de coco babaçu, dos seringueiros, das mulheres da Amazônia”.

“O silêncio também nos convida a tirar as sandálias para contemplar a mística da Amazônia e cultivar uma espiritualidade amazônica, numa lógica de complementariedade e escuta, resgatando a relação mística com a água e a terra”, completou.

Em entrevista a Osnilda Lima, da REPAM-Brasil, Irmã Tea Frigerio ressalta a necessidade de um cuidado com os corpos, a terra, a saúde e a alimentação, partilhando com a vida o contato do natural com o divino. É preciso saber, conhecer, a vida e as artes: Deus está presente em tudo”.

Para ouvir o áudio, clique aqui

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