A necessidade de um guia

Fonte: Niels Larsen Stevns

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23 Abril 2021

 

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de João 10,11-18, que corresponde ao 4° Domingo de Páscoa, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. A tradução é de Ana Casarotti.

 

Eis o texto.

 

Para os primeiros crentes, Jesus não é só um pastor, mas sim o verdadeiro e autêntico pastor. O único líder capaz de orientar e dar verdadeira vida ao ser humano. Esta fé em Jesus como verdadeiro pastor e guia adquire uma nova atualidade numa sociedade massificada como a nossa, onde as pessoas correm o risco de perder a sua própria identidade e de ficar atordoadas ante tantas vozes e reivindicações.

A publicidade e os meios de comunicação social impõem ao indivíduo não só a roupa que deve vestir, a bebida que deve tomar ou a música que deve escutar. Também nos impõem os hábitos, os costumes, as ideias, os valores, o estilo de vida e a conduta que temos de adotar.

Os resultados são palpáveis. São muitas vítimas desta «sociedade-aranha». Pessoas que vivem «segundo a moda». Gente que já não atua por iniciativa própria. Homens e mulheres que procuram sua pequena felicidade, esforçando-se por ter esses objetos, ideias e condutas ditados de fora.

Expostos a tantas chamadas e reivindicações, corremos o risco de já não escutar a voz do nosso próprio interior. É triste ver as pessoas esforçarem-se por viver um estilo de vida "imposto" de fora, que simboliza para eles o bem-estar e a verdadeira felicidade.

Nós cristãos, acreditamos que só Jesus pode ser o guia definitivo do ser humano. Só a partir dele podemos aprender a viver. Precisamente, o cristão é aquele que, a partir de Jesus, vai descobrindo dia a dia qual é a forma mais humana de viver.

Seguir Jesus como bom pastor é interiorizar as atitudes fundamentais que Ele viveu, e esforçarmo-nos por vivê-las hoje desde a nossa própria originalidade, prosseguindo a tarefa de construir o reino de Deus que Ele começou.

Mas enquanto a meditação for substituída pela televisão, o silêncio interior pelo ruído e o seguir da própria consciência pela submissão cega à moda, será difícil que escutemos a voz do Bom Pastor, que nos pode ajudar a viver no meio desta «sociedade de consumo» que consome os seus consumidores.

 

 

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