Em nome do papa, bispo celebra funeral de sem-teto em Roma

Mais Lidos

  • Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove evento em memória ao centenário do agrônomo e ambientalista brasileiro nesta quinta-feira, 20-08-2026, às 17h30min

    José Lutzenberger, 100 anos. Da Borregaard às enchentes: os alertas ignorados

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Qual é o pior momento do ateu? Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

10 Outubro 2017

Em nome do papa, na manhã dessa segunda-feira, 9, o seu esmoleiro, Dom Konrad Krajewski, celebrou na capela do Policlínico Gemelli, o funeral de Valentin, um sem-teto de 48 anos, que há muito tempo vivia na Villetta della Misericordia, a estrutura dentro do campus da Universidade Católica de Roma destinada a acolher pessoas desabrigadas e inaugurada em junho de 2016.

A reportagem é da Radio Vaticana, 10-09-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Um bispo que acompanha os últimos”, assim o Pe. Corrado relata a escolha de celebrar as exéquias a mando do papa. “É o nosso modo de ser pastores até o fim, um presente para Valentin, para acompanhá-lo até as portas do Paraíso.” Para ajudar o homem natural de Bacau, na Romênia, estava a Comunidade de Santo Egídio, que o conhecia desde o ano 2000, tendo-o encontrado no bairro de Pietralata, durante a distribuição do jantar.

A sua vida foi marcada pela dor da separação da esposa e pela fraqueza que muitas vezes o vencia, fazendo-o cair nos abismos do álcool. “Ele não morreu na indiferença ou sem nome”, contam os voluntários da Santo Egídio, “mas com a dignidade de filho, de irmão e de amigo com tantos amigos que hoje estão aqui para cumprimentá-lo.”