O arcebispo de Quebec não aceita negar os funerais aos que optam pela eutanásia

Mais Lidos

  • Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República

    LER MAIS
  • Pesquisadora reconstrói a genealogia do ecofascismo e analisa as apropriações autoritárias do pensamento ambiental, desde o evolucionismo do século XIX e o imaginário “ecológico” nazista até suas mutações contemporâneas. Ela examina novas formas de “nacionalismo verde” e explica como a crise climática é instrumentalizada pela extrema-direita para legitimar exclusões, fronteiras e soluções antidemocráticas

    Ecofascistas: genealogias e ideias da extrema-direita "verde". Entrevista com Francesca Santolini

    LER MAIS
  • A nova ameaça ao Brasil que militares veem lançada pelos Estados Unidos

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Outubro 2016

“A Igreja católica acompanha as pessoas em cada etapa da sua vida, e fazemos isto em diálogo com cada pessoa e cada família que deseja ser acompanhada”. Com estas palavras, o cardeal arcebispo de Quebec, Gérald Cyprien Lacroix, rejeitou na semana passada as novas diretrizes adotadas pelos bispos de Alberta e dos Territórios do Nordeste do Canadá que negam um funeral católico aos que escolhem acabar com suas vidas mediante o suicídio assistido ou a eutanásia.

A reportagem é de Cameron Doody e publicada por Religión Digital, 05-10-2016. A tradução é de André Langer.

“Não enumero diretrizes específicas que têm como finalidade negar este apoio ou acesso à unção dos enfermos e à celebração de funerais”, asseverou Lacroix em uma nota de imprensa publicada na quinta-feira passada. Cada pessoa goza de uma “dignidade incondicional aos olhos de Deus”, enfatizou o cardeal, mas que aproveitou a ocasião para recordar que é por isso que “sempre vamos optar para que os cuidados paliativos sempre estejam acessíveis para todos, em vez da eutanásia”.

Os bispos de Alberta e dos Territórios do Nordeste adotaram, em meados de setembro, uma nova série de normas pastorais que partem da base de que a eutanásia é uma “violação grave da lei de Deus”. Argumentaram não só que o juízo daquele que deseja terminar sua vida pode estar alterado devido aos efeitos “da depressão, de medicamentos ou de pressão exercida por outros”, mas também que seria “verdadeiramente escandaloso” se um funeral se transformasse em uma celebração da decisão de alguém de tirar a vida por meios artificiais.

Lacroix se soma, em sua rejeição de tais diretrizes, ao repúdio manifestado também pelo arcebispo de Montreal, Christian Lépine, que indicou também que não tem a intenção de pedir aos presbíteros de sua diocese que as coloquem em prática.

As opiniões dos bispos de ambos os lados do debate sobre a eutanásia vêm depois que o Parlamento nacional aprovara uma lei, em junho, que legalizou o suicídio assistido em determinadas circunstâncias: uma situação que os bispos canadenses estão de acordo em que apresenta “novos desafios pastorais” para a Igreja do país.