Milícias dominam quase metade das favelas do Rio

Mais Lidos

  • A emergência de uma cultura livre na era da IA depende de restituir os comuns digitais que hoje vêm sendo capturados sem nenhuma contrapartida por parte das grandes plataformas digitais

    Desnaturalizar a IA é trazer à superfície sua estrutura fundada no trabalho comum. Entrevista especial com Leonardo Foletto

    LER MAIS
  • Trump bombardeia o Irã novamente e comete um erro colossal: ele não tem ideia de quem é seu inimigo

    LER MAIS
  • Como Milei quer transformar a Argentina em um laboratório desregulado de IA e quais os riscos

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

01 Novembro 2011

As milícias dominam 45,1% das favelas do Rio e cresceram 4% em dois anos. No mesmo período, o Comando Vermelho, principal facção criminosa dos morros cariocas, perdeu 10% dos territórios e reduziu seu poder para 30% das 965 favelas do Estado. É o que revela o monitoramento realizado por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa das Violências (Nupevi) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Em 2008, eles revelaram que os paramilitares já dominavam mais comunidades do que qualquer facção criminosa ligada ao tráfico de drogas.

A informação é de Pedro Dantas e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 01-11-2011.

De acordo com o estudo, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ocupam 7% das favelas. Apenas em 1,9% das favelas não foi detectada a atuação de nenhuma quadrilha.

Segundo a antropóloga Alba Zaluar, que estuda a violência no Rio, os grupos paramilitares continuam crescendo. Após dominar quase toda a zona oeste, os milicianos avançam sobre as comunidades pobres da zona norte e do subúrbio da cidade. De acordo com dados da Divisão de Homicídios, os paramilitares são responsáveis por 45% dos assassinatos na capital.