Que o Papa não se esqueça dos refugiados palestinos no Líbano

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Por: Jonas | 15 Setembro 2012

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) fez uma solicitação ao papa Bento XVI para que, em sua visita ao Líbano, apoie os direitos dos refugiados palestinos, aí residentes.

A reportagem é publicada pelo sítio Religión Digital, 13-09-2012. A tradução é do Cepat.

O Pontífice visita o Líbano, de 14 a 16 de setembro, e percorrerá os lugares com maior significado para os cristãos do Oriente Médio.

Num comunicado divulgado pelo Departamento de Negociações da OLP, o assessor presidencial palestino, Nabil Shaath, dirige-se ao Papa para pedir-lhe que “continue seus esforços para trazer a paz e a justiça à região”.

Sobre os refugiados palestinos, Shaath aponta que, “segundo dados oficiais, o Líbano conta com 450.000 palestinos cristãos e mulçumanos. Pessoas cujos direitos a um lugar nacional são negados há 64 anos”. E convida Bento XVI para que defenda os direitos destes refugiados de viver com dignidade, poder trabalhar enquanto vivem no Líbano e retornar ao lugar de origem.

O dirigente palestino também exortou “a Santa Sé e a Cristandade de todo o mundo para apoiar a presença de cristãos na Terra Santa, forçando Israel a parar com a ocupação de terras palestinas, e reconhecer o Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como sua capital”.

“Reiteramos respeitosamente nossa solicitação à Santa Sé para que reconheça o Estado da Palestina como um investimento na paz e um passo tangível para o cumprimento dos direitos palestinos”, sublinha Saath.

O documento destaca que uma parte importante dos 450.000 refugiados palestinos, que vivem no Líbano, é de cristãos que foram expulsos por Israel, em 1948.

Como exemplo, destaca que os residentes do campo de refugiados de Al Dbayeh, cuja população é completamente cristã, procedem de aldeias da Galileia, destruídas pelo Estado judeu.

Em 2010, a Igreja católica greco-melquita do campo foi restaurada sob a proteção do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) Mahmoud Abás, conclui o documento.

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