Paraguai queixa-se de 'nova Tríplice Aliança'

Mais Lidos

  • Quatro grandes grupos não homogêneos se destacam no cenário interno. Entretanto, suas articulações nesse ambiente repressivo estão ainda mais impactadas frente ao conflito deflagrado por Israel e EUA, cuja reação iraniana foi subestimada

    Movimentos sociais no Irã: protagonismo na resistência à política imperialista mundial. Entrevista especial com Camila Hirt Munareto

    LER MAIS
  • A ameaça de Trump: "O Irã precisa aceitar o plano dos EUA ou eu o destruirei da noite para o dia"

    LER MAIS
  • A IA não é nem inteligente, nem artificial. Intenções humanas, extrativismo e o poder por trás das máquinas

    Parasita digital (IA): a pirataria dos saberes que destrói recursos naturais alimentada por grandes data centers. Entrevista especial com Miguel Nicolelis

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Junho 2012

Embora a cúpula do novo governo de Federico Franco meça cuidadosamente as palavras que dirige ao Brasil, vozes na política e na imprensa favoráveis à deposição do ex-bispo Fernando Lugo fazem cada vez mais alusão ao fantasma do "imperialismo brasileiro" para explicar o isolamento paraguaio.

A reportagem é de Roberto Simon e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 25-06-2012.

A manchete de ontem do La Nación, de Assunção, falava em uma "nova Tríplice Aliança" contra o Paraguai, uma "reedição" da união de forças entre Brasil, Argentina e Uruguai que, de 1864 a 1870, esmagou o pequeno país vizinho. O jornal ABC Color, também da capital, levantava suspeitas sobre "negócios" entre o governo brasileiro e Lugo, supostamente o verdadeiro motivo para Brasília querer isolar o novo governo paraguaio. "Isso considerando que, ao lado da Venezuela, (o Brasil) é o que mais grita contra o 'imperialismo' que impõe um 'injusto' bloqueio a Cuba". O diário vai além: "Poderia ser também para negociar depois alguma vantagem adicional em Itaipú. Daqui a pouco descobriremos isso".

O alto escalão do governo Franco mantém um discurso elogioso em relação ao Brasil e, sobretudo, à presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à imprensa brasileira, o recém-indicado chanceler José Félix Estigarribia afirmou "admirar muito a biografia de luta" da presidente brasileira, "uma heroína", e completou que seria "maravilhoso" um encontro entre ela e Franco na próxima cúpula do Mercosul, que ocorre nesta semana na Argentina.

Mas dentro do Partido Liberal, legenda do novo presidente, as invectivas com ranço antibrasileiro não são raras. "O Brasil tem de entender que o Paraguai não é um simples Estado brasileiro. Somos um país soberano, com nossas próprias leis e regras, com nossos próprios interesses. Quando vocês começarem a ver isso, nossa relação certamente melhorará", disse ao Estado o deputado liberal Enrique Mineur, enquanto deixava o palácio presidencial.