Alemães gostam mais do Dalai Lama do que do papa

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • A visita de Rubio ao Papa foi marcada por sorrisos e desentendimentos: confrontos sobre Cuba e Irã

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Janeiro 2012

Se tivessem que escolher um modelo no qual se inspirar, entre o Dalai Lama e o "seu" Papa, os alemães não teriam dúvidas: melhor o líder espiritual tibetano. É o resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Forsa para a revista semanal Stern.

A reportagem é de Alessandro Alviani, publicada no sítio Vatican Insider, 11-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto..

Apenas um terço dos cidadãos alemães (32%) vê em Bento XVI um modelo. O Dalai Lama, ao contrário, soma 69% e ficou em terceiro na lista das pessoas consideradas exemplares pelos alemães. O primeiro é o ex-presidente sul-africano e líder do movimento antiapartheid Nelson Mandela (82%), seguido pelo ex-chanceler alemão Helmut Schmidt (74%).

Também estão melhor classificados do que Bento XVI a chanceler Angela Merkel, que representa um modelo para cada um dentre dois alemães (51%), o presidente norte-americano Barack Obama (64%) e o treinador da seleção alemã de futebol, Joachim Löw (54%).

Pior do que o papa, entre os dez nomes apresentados pela Forsa aos alemães, está apenas o presidente federal Christian Wulff, envolvido em um escândalo por ter feito um empréstimo a juros baixos de um amigo empresário e por ter tentado bloquear o furo jornalístico com ameaças telefônicas ao diretor e ao editor do jornal Bild. Apenas 21% dos alemães consideram Wulff como um modelo.

Enfim, parecem estar muito distantes os tempos do já histórico título Wir sind Papst (Nós somos o papa), escolhido pelo Bild no dia seguinte à eleição do cardeal Ratzinger a novo pontífice em 2005, que se tornou sinônimo do orgulho e do sentimento de identificação dos alemães naquela época.