Sobre a união de pessoas do mesmo sexo. “Sim aos direitos civis, não à equiparação com o matrimônio”, opina dom Piero Marini

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Por: Jonas | 23 Abril 2013

“É necessário reconhecer as uniões de pessoas do mesmo sexo, há muitos casais que sofrem porque seus direitos civis não são reconhecidos. O que não se pode reconhecer é que essa união seja um matrimônio”, disse, ontem, o bispo Piero Marini, delegado para os Congressos Eucarísticos, numa entrevista à margem do IV Congresso Eucarístico nacional, em Costa Rica. Marini respondia a uma pergunta sobre a laicidade do Estado.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 21-04-2013. A tradução é do Cepat

 
 Fonte: http://goo.gl/kWZQy  

Marini, 70 anos, durante um longo período foi mestre de cerimônias de João Paulo II e que também acompanhou Bento XVI no início de seu pontificado. Na entrevista, ele fala de sua relação com o papa Wojtyla e da sensibilidade do Pontífice polaco. Também fala sobre o novo Pontífice. “Respira-se ar fresco, é uma janela aberta à primavera e esperança. Até este momento, respiramos o mau odor das águas pantanosas, temendo a tudo e problemas como o Vatileaks e a pedofilia. Com Francisco, fala-se apenas de coisas positivas”. Com o novo Papa, acrescentou dom Marini, “respira-se um ar distinto, de liberdade, uma Igreja mais próxima dos pobres e menos problemática”.

O ex-mestre de cerimônias papais afirma que “os sacerdotes precisam dar o exemplo de vida moderada e simples” e “viver a vida e a fé com a comunidade”. Manifesta, também, dúvidas sobre a utilidade do twitter e do uso que o Papa faz do mesmo. “Se dependesse de mim, não usaria”, explica. Bento XVI, que iniciou a aventura há alguns meses, “aconselharam-no”. “A Igreja – observa Marini – não tem que ser antiquada, mas é preciso prestar um pouco de atenção”.

As palavras de dom Piero Marini lembram, de alguma maneira, aquelas pronunciadas, há dois meses, pelo presidente do Pontifício Conselho para a Família, o arcebispo Vincenzo Paglia, que apoiando o não à equiparação com o matrimônio e adoção de filhos, por parte de casais homossexuais, fez uma abertura para a possibilidade de reconhecimento de alguns direitos.