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Por: André | 21 Março 2013

Um encontro entre o papa Bergoglio e Bartolomeu I poderá acontecer 50 anos depois do abraço histórico.

A reportagem é de Alessandro Speciale e publicada no sítio Vatican Insider, 20-03-2013. A tradução é do Cepat.

O Papa e o Patriarca juntos em Jerusalém, 50 anos depois do histórico “abraço” entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Segundo fontes do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, o encontro teria sido decidido na manhã desta quarta-feira pelo papa Francisco e Bartolomeu I,  durante o encontro privado de 20 minutos que aconteceu no Vaticano.

Em 1964, durante o Concílio Ecumênico Vaticano II, o Papa Paulo VI e o então Patriarca, Atenágoras, tiveram um primeiro encontro histórico em Jerusalém. Um ano depois, nasceu a declaração comum que anulava as excomunhões recíprocas que provocaram o grande cisma da Igreja do Oriente e do Ocidente.

Depois da audiência privada, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I saudou, em nome de todas as Igrejas cristãs orientais, o Papa antes do início da audiência com as delegações ecumênicas e inter-religiosas na Sala Clementina do Vaticano.

O Patriarca de Constantinopla há muitos anos vem insistindo na importância da questão ambiental (por isso muitos o chamam de “Patriarca verde”). Hoje, Bartolomeu I destacou a enorme sintonia que existe entre ele e Bergoglio sobre a necessidade de “guardar a criação”, um dos pontos centrais da homilia que o Pontífice fez durante a missa de posse de seu Ministério Petrino, na terça-feira passada.

Bartolomeu I e Francisco teriam decidido juntos, além disso, uma visita do Papa ao Fanar, a sede do Patriarcado Ecumênico em Istambul, por ocasião da festa de Santo André, no próximo dia 30 de novembro. Por isso, não é casual que na manhã desta quarta-feira, na Sala Clementina, o Papa Francisco tenha saudado Bartolomeu como “meu irmão André”, indicando que se o Papa é o herdeiro do apóstolo Pedro, o Patriarca Ecumênico o é do apóstolo André.

A visita poderá acontecer este ano ou no próximo, porque a organização da viagem, evidentemente, terá de passar por todos os canais diplomáticos que existem entre a Turquia e a Santa Sé.

Os líderes cristãos também teriam decidido continuar e reforçar a colaboração ecumênica entre Roma e Constantinopla e inaugurar juntos uma exposição sobre o monte Athos.