Oito de cada dez alemães acreditam que o uso de anticoncepcionais não é pecado

Mais Lidos

  • A direita tenta se conectar com as necessidades apresentadas pelas mulheres evangélicas, enquanto o centro e a esquerda têm dificuldade em se aproximarem dessas eleitoras, afirma a socióloga

    A identidade política de direita ainda está em construção. Entrevista especial com Jacqueline Moraes Teixeira

    LER MAIS
  • Irã. Leão XIV: "Profunda tristeza pelo pároco assassinado no Líbano e pelas muitas crianças inocentes"

    LER MAIS
  • Pesquisadora reconstrói a genealogia do ecofascismo e analisa as apropriações autoritárias do pensamento ambiental, desde o evolucionismo do século XIX e o imaginário “ecológico” nazista até suas mutações contemporâneas. Ela examina novas formas de “nacionalismo verde” e explica como a crise climática é instrumentalizada pela extrema-direita para legitimar exclusões, fronteiras e soluções antidemocráticas

    Ecofascistas: genealogias e ideias da extrema-direita "verde". Entrevista com Francesca Santolini

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: André | 28 Janeiro 2014

Os católicos alemães não sintonizam com a atual postura da Igreja católica sobre família, a moral sexual ou os métodos anticoncepcionais. Ao menos é o que se pode desprender das respostas recebidas pelas 27 dioceses alemãs ao questionário do Papa para o Sínodo sobre a Família, como antecipou o Der Spiegel.

 
Fonte: http://bit.ly/1fr0ZPY  

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 27-01-2014. A tradução é de André Langer.

Os dados são estarrecedores, destacando que 69% dos católicos reconhecem viver sem respeitar os dogmas da Igreja, ou que 86% consideram que o uso de métodos anticoncepcionais não pode ser declarado pecado. Sete de cada dez católicos praticantes casados em segunda união reconhecem comungar habitualmente na Alemanha.

Os números chegaram a tal ponto que o cardeal Karl Lehmann reconheceu que “acreditam e reforçam a impressão de uma situação infeliz e fatal”. O cardeal acrescenta que “sabíamos há tempo” do profundo abismo entre a hierarquia e os fiéis nestas questões.

Alemanha, Áustria e Grã-Bretanha são alguns dos países em que os bispos decidiram contar diretamente com as opiniões dos fiéis. Na Espanha, ao contrário, estes não tiveram a oportunidade de participar, e as conclusões que serão enviadas a Roma serão um resumo das contribuições de cada diocese. Mesmo assim, muitos católicos quiseram participar de diferentes iniciativas, como aquela lançada pelo Religión Digital, cujos resultados foram encaminhados – com confirmação – à Conferência dos Bispos, à Nunciatura e ao secretário-geral do Sínodo, Lorenzo Baldiseri.

Além das dioceses, outras organizações, como a Federação de Juventudes Católicas Alemãs, também responderam ao questionário. Algumas de suas conclusões também são retumbantes: “A moral sexual eclesiástica não significa absolutamente nada para nove de cada dez jovens católicos alemãs. As relações pré-matrimoniais e os anticoncepcionais fazem parte do dia a dia da sua vida”.

A diocese de Mainz, por sua vez, em seu resumo, revela o afastamento que os católicos praticantes sofrem das suas hierarquias. A indignação começa pela linguagem utilizada na redação da pesquisa, segundo se conclui de algumas respostas. “Como centro-europeu, sente-se que o tempo retrocede um século”, assinalava um questionário.