Luteranos e católicos caminhando juntos no serviço aos pobres

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20 Novembro 2015

O Rev. Dr. Martin Junge, secretário-geral da Federação Luterana MundialFLM, elogiou as orações do Papa Francisco com a comunidade luterana de Roma no último dia 15 de novembro como um grande incentivo para que os católicos e luteranos da cidade movam-se do conflito em direção à comunhão.

A reportagem foi publicada por Federação Luterana Mundial (FLM), 16-11-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“Foi renovador ver a sua ênfase em abordar temas complexos com o coração de um pastor e vê-lo convidar os luteranos e católicos para pôr no centro o serviço aos pobres. No serviço em conjunto, o Cristo servo se manifesta como o centro de unidade. É esta a promessa”, disse Junge.

O papa falou que os católicos e os luteranos devem buscar o perdão uns dos outros para o escândalo das divisões passadas na medida em que eles andam juntos, hoje, no serviço aos pobres. Ele também disse sobre a importância de orações partilhadas, liturgias conjuntas e outras maneiras nas quais os cristãos podem adorar juntos.

Francisco é o terceiro pontífice romano a visitar a Igreja Evangélica Luterana de Roma. O Papa Bento XVI fez uma peregrinação em março de 2010 e o Papa João Paulo II rezou na igreja em dezembro de 1983.

Ao acolher o papa na comunidade luterana de Roma para orações e diálogo com os paroquianos, o Rev. Jens-Martin Kruse disse: “Nós o agradecemos de todo o coração por este sinal esperançoso de proximidade e solidariedade”.

Kruse declarou que a visita era uma fonte de força e encorajamento para continuarem juntos no caminho em direção à unidade. O encontro incluiu perguntas por parte dos membros da igreja luterana sobre como os casais confessionalmente misturados podem participar da Sagrada Comunhão e sobre o apoio dos cristãos aos refugiados.

Em suas observações, o Papa Francisco disse ser essencial que a Igreja Católica continue, com coragem e honestidade, reavaliando as intenções da Reforma e do reformador Martinho Lutero, em particular a sua intenção de ver a Igreja continuamente reformada. Ele referiu-se ao documento conjunto “Do Conflito à Comunhão: Comemoração Luterano-Católica da Reforma em 2017”, dizendo que este oferece uma tal reflexão de um modo promissor.

O pediu em oração que as duas comunidades cristãs continuem a se focar “não no que nos divide, mas na necessidade de reconciliarmos as nossas diferenças no serviço dos mais necessitados”.