O poder nuclear do Irã e a Frente Libanesa: os temores de Netanyahu

Testes com armas nucleares divulgados pela Rússia | Foto: Russian Defense Ministry Press Service

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25 Mai 2026

O primeiro-ministro israelense demonstra publicamente união com seu aliado americano, mas é descrito como muito preocupado.

A informação é de Fabio Tonacci, publicada por La Repubblica, 25-05-2026

A sombra do fator N paira sobre o potencial acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos. N é de Netanyahu, que está insatisfeito com o rumo que as negociações tomaram e tentará até o fim convencer Trump a retomar os bombardeios em vez de assinar um memorando de entendimento que não acalme os temores do Estado judaico.

O primeiro-ministro israelense quebrou o silêncio ao publicar uma imagem gerada por inteligência artificial no X, mostrando a si mesmo e ao magnata, acompanhada da legenda: "O Irã jamais terá armas nucleares". Essa é sua linha vermelha final: Netanyahu não pode permitir que o regime dos aiatolás, após a campanha militar de março e os bilhões de dólares gastos para apoiá-la, mantenha não apenas mísseis de longo alcance e, portanto, a capacidade de atacar a longas distâncias, mas também a liberdade para desenvolver secretamente o programa nuclear que poderia levar à bomba.

Descrito como "preocupado com o péssimo acordo" por pessoas de seu círculo íntimo que se comunicam com ele atualmente, Netanyahu demonstra confiança e segurança nas redes sociais: ele publica essa foto para reafirmar a solidez de seu relacionamento com Trump e, na prática, negar que tenha sido excluído das negociações. Ele escreve que teve uma longa conversa telefônica com Trump dois dias atrás. Durante a ligação, o presidente americano teria o tranquilizado: "Concordamos que qualquer acordo com o Irã deve eliminar a ameaça nuclear. Isso significa desmantelar as instalações de enriquecimento nuclear do Irã e remover o material enriquecido de seu território. A parceria entre nossos dois países provou ser sólida no campo de batalha e nunca esteve tão forte." Ele então acrescenta um detalhe importante: "O presidente americano reafirmou o direito de Israel de se defender de ameaças em todas as frentes, incluindo o Líbano."

Esta é outra questão muito delicada. Está ligada às disputas internas levantadas por israelenses que vivem ao longo da fronteira norte, que ainda não foi assegurada apesar da frágil trégua: na verdade, está sendo alvo de drones do Hezbollah, assim como todo o território libanês continua sendo alvo de ataques das Forças de Defesa de Israel, que nunca cessaram de fato.

Independentemente do que ele publique no X, Netanyahu não está em uma posição confortável. Isso porque — como altos funcionários israelenses explicaram ao Canal 12 — existe o receio de que o acordo emergente entre os Estados Unidos e o Irã possa limitar drasticamente a liberdade de ação das Forças de Defesa de Israel (IDF) contra o Hezbollah. Netanyahu foi mantido informado durante as negociações e expressou dúvidas sobre "diversos aspectos do memorando". Segundo um funcionário americano, o acordo proposto prevê que, se o Hezbollah tentar atacar Israel ou se rearmar, Israel poderá se defender, mas se o Hezbollah respeitar o cessar-fogo, Israel também será obrigado a fazê-lo.

Por fim, o primeiro-ministro teria dito a Trump que tem motivos para acreditar que o líder supremo iraniano, Mujahidin Khamenei, acabará por rejeitar a proposta. Precisamos esperar mais alguns dias, sabendo que o fator N pode inviabilizar o acordo: se não agora, então durante a fase de finalização, e até mesmo mais tarde, depois de assinado.

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