‘Não dá para comemorar resultado da COP’, diz climatologista Carlos Nobre

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove evento em memória ao centenário do agrônomo e ambientalista brasileiro nesta quinta-feira, 20-08-2026, às 17h30min

    José Lutzenberger, 100 anos. Da Borregaard às enchentes: os alertas ignorados

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Qual é o pior momento do ateu? Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

11 Novembro 2021


Para cientista Carlos Nobre, do Instituto de Estudos Avançados da USP, rascunho de documento final não indica avanços significativos e meta de redução nas emissões até 2030 não será atingida.


O climatologista Carlos Nobre, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), diz que o aumento da temperatura média da Terra deve chegar a 1,5ºC já em 2030 se compromissos climáticos mais ambiciosos não forem firmados na COP26. Ao analisar o rascunho do documento final divulgado nesta quarta-feira, 10, Nobre diz que é praticamente impossível reduzir à metade a emissão de gases do efeito estufa até o fim desta década, conforme previsto no Acordo de Paris, empurrando a adoção de metas maiores mais uma vez para os próximos anos.

 

A entrevista é de Roberta Jansen, publicada por O Estado de S. Paulo, 11-11-2021.


O climatologista vê aspectos positivos na reunião de Glasgow. Cita o acordo para a redução de metano e o compromisso pelo fim do desmatamento, assinados por mais de cem países. Mas concorda com a ativista Greta Thunberg, que reclama da linguagem vaga dos acordos, sinalizando intenções e ações voluntárias, e nunca compromissos de fato.


“Assumindo que esse é o documento final e não haverá nenhuma mudança revolucionária até sexta-feira, não dá pra abrir uma garrafa de vinho e comemorar”, disse. “Nós, da comunidade científica, que há décadas alertamos para o problema, continuamos muito preocupados.”

A íntegra da entrevista pode ser lida aqui.

 

Leia mais