Georg Gänswein, secretário de Bento XVI, permanece em um hospital de Roma com prognóstico grave

Georg Gänswein. | Foto: Vatican News

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14 Setembro 2020

O arcebispo Georg Gänswein está internado por problemas renais.

A informação é de José Beltrán, publicada por Vida Nueva Digital, 13-09-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O arcebispo Georg Gänswein permanece internado em um hospital de Roma “com graves problemas renais”. Assim relata a edição alemã da Catholic News Agency, desconhecendo detalhes do diagnóstico, assim como do tratamento que está recebendo o secretário pessoal de Bento XVI.

Prefeito da Casa Pontifícia, mão-direita do Papa alemão, ponte de comunicação entre Bergoglio e Ratzinger, este doutor em Direito Canônico, de 64 anos, não passa por seu melhor momento. No último mês de fevereiro decidiu se retirar da vida pública para se focar no acompanhamento do Papa emérito no mosteiro Mater Ecclesiae.

Retirada com polêmica

Esta retirada foi anunciada algumas semanas depois da polêmica gerada pelo livro escrito a quatro mãos pelo cardeal Robert Sarah e Joseph Ratzinger sobre o celibato sacerdotal nas vésperas da publicação da exortação apostólica “Querida Amazônia” depois do sínodo que debateu abertamente sobe a possibilidade de ordenar homens casados.

As controvérsias midiáticas fizeram com que, de alguma maneira, ficasse confusa a implicação do Papa emérito em uma obra que buscava pressionar Francisco e a participação de Gänswein, como conselheiro e assessor, no processo de elaboração do livro conjunto.

Ao passo dos alarmes

A última vez que o arcebispo alemão fez declarações públicas foi em agosto, ele teve que negar o alarme criado pelo biógrafo do papa emérito, Peter Seewald, ao afirmar que Ratzinger sofreria de uma doença grave. “Não é para se preocupar”, disse Gänswein, quando foi revelado que o pontífice de 92 anos tinha herpes no rosto.

Em relação à sua saúde, há dois anos começou a sofrer de severa surdez e tontura, doença que seus colegas associavam a episódios de estresse. “Quando deixei o hospital, o papa Francisco me disse para levar todo o tempo necessário para me recuperar”, disse Gänswein na época.

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