Papa: cristãos unidos como testemunhas de misericórdia

O papa Francisco e o arcebispo de Cantuária, Justin Welby. Foto: Vatican News

Mais Lidos

  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove evento em memória ao centenário do agrônomo e ambientalista brasileiro nesta quinta-feira, 20-08-2026, às 17h30min

    José Lutzenberger, 100 anos. Da Borregaard às enchentes: os alertas ignorados

    LER MAIS
  • Qual é o pior momento do ateu? Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

01 Junho 2020

O papa Francisco enviou uma videomensagem para a celebração litúrgica de Pentecostes do primaz anglicano, fazendo votos que os cristãos unam-se mais como "testemunhas de misericórdia para a humanidade duramente provada".

A informação é publicada por Vatican News, 31-05-2020.

O período entre a Festa da Ascensão e de Pentecostes é tradicionalmente um tempo de oração pela unidade dos cristãos, já que celebra a potência do Espírito Santo, unindo povos de línguas diferentes na escuta e na aceitação do primeiro anúncio da ressurreição de Jesus. No Hemisfério Sul, muitos países celebram a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, como é o caso do Brasil. Promovendo o movimento Thy Kingdom Come (Venha a nós o vosso reino), o Arcebispo anglicano tornou este momento uma ocasião especial para os cristãos se unierem em oração pela evangelização do mundo.

Testemunhas de misericórdia

Na sua videomensagem, o Pontífice rezou para que os cristãos estejam mais profundamente unidos como “testemunhas de misericórdia para a humanidade duramente provada” e recordou:

“Não podemos pedir à humanidade que esteja unida se nós percorremos caminhos diferentes.”

O Santo Padre contrapôs o “contágio” de vida atuado por Deus no mundo em Pentecostes ao contágio de morte que o devastou durante a pandemia do coronavírus. E descreveu o Espírito como o Consolador, como a proximidade de Deus que “nos dá a certeza de que não estamos sós” e “a força gentil que dá coragem sempre, mesmo na dor”.

Ocasião de arrependimento

O Papa rezou também pelos líderes mundiais e expressou a esperança de que a pandemia possa ser uma ocasião de escuta da mensagem evangélica de arrependimento anunciada por Pedro no primeiro Pentecostes. Com palavras incisivas, advertiu para a necessidade de não ficar “anestesiados diante do grito dos esquecidos e do planeta ferido” e observou que não será possível voltar ao nosso velho estilo de vida.

Esta é a segunda vez que Francisco contribuiu com uma videomensagem a esta iniciativa anglicana. No ano passado, durante o retiro que o Papa e o Arcebispo de Cantuária ofereceram aos líderes do Sudão do Sul na Casa Santa Marta, o primaz convidou o Papa a gravar uma mensagem em seu celular.

Leia mais