EUA. Antecipar o bloqueio de sete dias poderia ter poupado 36 mil vidas

Foto: Pixabay

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25 Mai 2020

O cálculo feito por pesquisadores da Universidade da Columbia ao cruzar dados epidemiológicos e modelos estatísticos. Se o fechamento geral tivesse sido decidido com duas semanas de antecedência, as mortes teriam sido a metade.

A reportagem é de Anna Lombardi, publicada por Repubblica, 21-05-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Bastaria ter antecipado o bloqueio de uma semana para evitar a morte de pelo menos 36 mil pessoas nos Estados Unidos. É o que mostra um novo modelo elaborado por estudiosos da Columbia University. Duas semanas teriam evitado a catástrofe.

Se tivessem começado a fechar as cidades, impondo o distanciamento social, a partir de 1º de março em vez de 15, pelo menos 54 mil pessoas teriam sido salvas em um país onde hoje o número de pessoas infectadas passou de um milhão e meio e os mortos chegam quase a 100 mil, praticamente o dobro dos da Guerra do Vietnã. E, no entanto, ainda em 9 de março, o presidente Donald Trump escrevia no Twitter: "Não vamos fechar nada, a vida econômica continua. No momento, temos apenas 22 mortos, não precisamos fechar".

As curvas da epidemia, ao contrário, são tragicamente cruéis: e mostram como colocar em prática até pequenas variações em tempos muito curtos, podem mudar a virulência do vírus. E certamente teria feito a diferença em cidades como Nova York, Detroit, Nova Orleans: as mais atingidas. Quem confirma isso no New York Times é também Jeffrey Shaman, epidemiologista da Columbia, chefe de um grupo de pesquisa envolvido em avaliar o impacto das medidas de distanciamento social. Seus resultados, entre outras coisas, mostram o quanto inapropriada seja a reabertura de muitos estados: a menos que as autoridades possam acompanhar muito de perto a disseminação dos contágios, suprimindo imediatamente novos focos.

Os temores são mais do que justificados, afirma o Washington Post: mostrando como, analisando dados de telefones celulares, os analistas do PolicyLab no Hospital Infantil da Filadélfia já temem uma nova onda de pacientes no sul do país. Sim, enquanto todos os 50 estados estão reabrindo pelo menos parcialmente, visto que a curva de contágios parece ter diminuído em todo os EUA, Flórida, Texas e Alabama, já estão contra a tendência. Ali os números estão crescendo: um sinal preocupante que parece antecipar uma nova onda da epidemia.

Entre as cidades em maior risco Dallas e Houston. O aviso foi divulgado por Anthony Fauci, o famoso epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca: "O vírus não está desaparecendo. O risco é sempre muito forte", declarou ele ao Washington Post.

 

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