Venezuela. Trezentas mil crianças sofrem de fome

Foto: Shawn Harquail | Flickr CC

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30 Outubro 2017

É uma crise sem fim que a Venezuela está enfrentando, nas garras de um impasse político e institucional que tem consequências gravíssimas para a população. Quem afirma isso é a Cáritas, segundo a qual cerca de 300.000 crianças venezuelanas estão agora em risco de morrer por desnutrição. Susana Rafalli, representante da Cáritas no país sul-americano, alertou para a situação grave que a população é forçada a enfrentar devido à falta de alimentos e medicamentos. Na última quinta-feira, em uma reunião com a imprensa estrangeira, foi apresentado um relatório que faz um diagnóstico da situação crítica dos hospitais e do aumento de doenças e epidemias que estão "dizimando silenciosamente a população", afirmam os especialistas. De acordo com o relatório da Cáritas, a quantidade e qualidade dos alimentos estão diminuindo devido à escassez crônica de produtos e o nível assustador de inflação. A Cáritas ajuda a população mais pobre e vulnerável em quatro estados: Distrito Capital (área de Caracas), Vargas, Miranda e Zulia, onde cerca de setenta por cento da população sofrem de grave deficiência nutricional. A cada semana cinco ou seis crianças morrem por causa da desnutrição. A projeção estimada pela Cáritas é que este ano poderão ser mais de 280.000 crianças em risco de morrer por causa da fome.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 28-10-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

"A desnutrição infantil aguda atingiu 15 por cento das crianças no mês de agosto, portanto estamos declarando uma situação de emergência humanitária. 33 por cento da população infantil já está apresentando atrasos no crescimento. Esse dano, tanto físico como mental, irá acompanhá-los ao longo de toda a vida e é irreversível", explicou Rafalli. De acordo com os dados da Cáritas, a mortalidade materna entre 2006 e 2016 mostrou um aumento anual de 10 por cento, mas no último ano aumentou vertiginosamente em 65 por cento. 63 por cento dos hospitais públicos não têm água potável; 51 por cento não têm leitos para as cirurgias e 64 por cento não têm leite para as crianças.

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