A defesa da Amazônia está entre as preocupações do Papa na Colômbia

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

05 Setembro 2017

O Papa Francisco pedirá pela defesa da Bacia Amazônica, que abrange sete países, considerada o pulmão do planeta por ser a maior floresta tropical do mundo.

A reportagem é publicada por El Espectador, 02-09-2017. A tradução é de André Langer.

O Papa Francisco vai aproveitar a sua visita desta semana à cidade de Villavicencio, para fazer um apelo em favor da preservação e da proteção da Amazônia, disse, na última sexta-feira, Guzmán Carriquiry, da Pontifícia Comissão para a América Latina.

“O Papa não vai deixar de falar da Amazônia e ainda mais de Villavicencio, de onde tem a vista de Los Llanos e de toda a região amazônica. Os ensinamentos de sua encíclica Laudato Si’ estarão presentes ali”, antecipou à imprensa o professor uruguaio Carriquiry, primeiro leigo a ocupar a vice-presidência de uma comissão pontifícia.

“De um país com tanta biodiversidade, com tanta variedade étnica, olhando para a Amazônia, o Papa olha para toda a América Latina, porque se estende por boa parte dos países latino-americanos e amplia assim seu olhar”, disse.

Francisco, que começa nesta quarta-feira uma visita histórica de quatro dias à Colômbia para impulsionar o processo de paz e reconciliação, pedirá também pela defesa da Bacia Amazônica, que abrange por sete países, considerada o pulmão do planeta por ser a maior floresta tropical do mundo.

O chamado papa ecológico, por sua encíclica de 2015 sobre o meio ambiente, lançou, na última sexta-feira, junto com o patriarca Bartolomeu, um apelo conjunto aos líderes de todo o mundo para que encontrem uma solução para a mudança climática e a deterioração do planeta que afetam, sobretudo, os mais pobres e necessitados.

O dano causado pelo narcotráfico, pela guerrilha, pelos projetos extrativistas, pela monocultura nas florestas tropicais da América Latina foi diversas vezes mencionado pelo papa argentino, preocupado com o que chama de “casa comum”.