Saída dos EUA do Acordo de Paris reflete pensamento de uma elite industrial decadente, diz professor da FGV

Mais Lidos

  • Ucrânia. Inferno de Kostiantynivka. Russos em apuros por toda parte, tentando avançar em Donbass. Artigo de Gianluca Di Feo

    LER MAIS
  • ‘Ilhado’ nos EUA, será difícil Eduardo Bolsonaro voltar a se candidatar após condenação

    LER MAIS
  • “A cidade precisa deixar de tratar a população em situação de rua como problema de limpeza urbana ou segurança pública. Trata-se de uma questão de direitos humanos, justiça social e política urbana”, alerta a pesquisadora

    O aumento da população de rua no Brasil e as condições que as atingem em uma sociedade desigual. Entrevista especial com Andréa Braga

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

03 Junho 2017

1° de junho: O presidente Donald Trump anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris porque considera o acordo desvantajoso para os norte-americanos pela metas ousadas que o país deveria cumprir. Os EUA são o segundo maior produtor mundial de gás de efeito estufa, que compromete o planeta.

A reportagem é de Claudia Izumi, publicada por EcoDebate, 02-06-2017.

“A posição dos EUA não tem fundamento científico e nem representa a opinião da maioria dos cidadãos americanos, mas sim a de uma elite industrial decadente”, critica o professor e especialista em sustentabilidade da FGV, Renato J. Orsato.

“Os EUA, com um dos maiores índices de consumo per capita do mundo, são o país que mais se beneficiou da globalização, que mais gerou emissões de CO2-equivalente per capita. Ao romper com o Acordo de Paris, Trump está dando a oportunidade aos demais países de identificarem os EUA como o ‘vilão da história’”, complementa Orsato.

“Acadêmicos já indicavam, na década de 90, que ambientes regulatórios restritivos, tais como os de restrição de indústrias poluidoras, são cruciais para estimular inovações.

Em um momento em que a maioria dos países industrializados e emergentes está buscando, com sucesso, alternativas tecnológicas de baixo carbono, um relaxamento na regulação americana irá representar um beneficio apenas aos setores industriais de intensidade carbônica alta, mas de importância tecnológica decrescente”, diz.

Leia mais