Milhares de haitianos na fronteira com os EUA: "É necessário um maior apoio do governo mexicano"

Mais Lidos

  • Escravidão moderna, trabalhadores desprotegidos e precarização universalizada. Entrevista com Reginaldo Ghiraldelli

    LER MAIS
  • Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

    Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

    LER MAIS
  • A emergência de uma cultura livre na era da IA depende de restituir os comuns digitais que hoje vêm sendo capturados sem nenhuma contrapartida por parte das grandes plataformas digitais

    Desnaturalizar a IA é trazer à superfície sua estrutura fundada no trabalho comum. Entrevista especial com Leonardo Foletto

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

29 Setembro 2016

Neste ano de 2016, são 7.800 os haitianos que chegaram ao México a partir da Guatemala, na sua tentativa de chegar aos Estados Unidos, como informam as autoridades mexicanas da imigração.

A reportagem é da Agência Fides, 28-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Instituto Nacional da Migração (INM) afirma que 1.701 pessoas vêm de países africanos, e 3.753, de países asiáticos, de acordo com o carimbo de ingresso no centro de imigração da cidade de Tapachula, na fronteira com a Guatemala.

Como os migrantes não podem ser repatriados, o México lhes concede um visto temporário de 20 dias para atravessar o país e chegar aos EUA, o seu destino final. No entanto, na semana passada, o governo dos EUA intensificou os seus esforços para expulsar os haitianos que chegaram aos milhares nos últimos meses, através das passagens de fronteira da Califórnia com o México.

Diversas indicações chegaram à Agência Fides sobre a situação difícil. Em Tijuana, cidade mexicana perto da fronteira estadunidense, os haitianos devem esperar até três semanas para obter uma consulta para apresentar o seu caso às autoridades do Bureau of Customs and Border Protection (CBP) dos EUA. Enquanto isso, muitos são forçados a procurar onde dormir e comer nessa cidade mexicana.

O padre Patrick Murphy, dos Missionários Scalabrinianos (MS), coordenador geral da rede de casas dos migrantes, que dirige a Casa do Migrante em Tijuana, já acolheu milhares de haitianos à espera de uma consulta com as autoridades, mas considera que é necessário um maior apoio por parte do governo mexicano: "Não só porque é necessário, mas também porque essa situação está apenas começando", disse.

Nestes dias, está sendo ativada uma coordenação da Igreja Católica com membros de outras Igrejas cristãs para ajudar os haitianos do lado dos EUA, especialmente na região da Baixa Califórnia.