Jornalistas apuram abusos da Igreja Católica em 'Spotlight'

Mais Lidos

  • Escravidão moderna, trabalhadores desprotegidos e precarização universalizada. Entrevista com Reginaldo Ghiraldelli

    LER MAIS
  • Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

    Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

    LER MAIS
  • A emergência de uma cultura livre na era da IA depende de restituir os comuns digitais que hoje vêm sendo capturados sem nenhuma contrapartida por parte das grandes plataformas digitais

    Desnaturalizar a IA é trazer à superfície sua estrutura fundada no trabalho comum. Entrevista especial com Leonardo Foletto

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

08 Janeiro 2016

"Só resta tentar entender por qual razão tantos abusos permaneceram impunes por tanto tempo", diz Aline Pellegrini, em comentário publicado por Folha de S. Paulo, 08-01-2016.

Eis o comentário

Uma equipe de reportagem do jornal "The Boston Globe", intitulada Spotlight, e a produção da matéria investigativa que buscava expor padres católicos de Massachusetts que abusaram de crianças regem o longa que leva o mesmo nome do grupo de repórteres.

A maior parte do filme, dirigido por Tom McCarthy ("O Visitante"), é ambientada em 2001, quando começaram as investigações impulsionadas pela chegada de um novo editor no "Globe", Marty Baron (Liev Schreiber). 

A produção não se prende a flashbacks nem a dramatizações que não envolvam a apuração e o envolvimento dos próprios jornalistas. Mas, mesmo que os grandes momentos de ação do longa estejam presos a entrevistas com abusados e advogados, além de repórteres farejando documentos, este é um filme envolvente.

Para compreender como a igreja conseguiu manter em silêncio tantas atrocidades cometidas por sacerdotes, é impossível não prestar atenção aos diálogos - em uma cena que não poupa a adrenalina de ninguém, um padre aposentado relata de forma calma e amável sobre já ter molestado uma criança.

Apesar dos avisos dos entrevistados, o pelotão Spotlight, comandado por Walter Robinson (Keaton) e formado por Sacha Pfeiffer (McAdams), Mike Rezendes (Ruffalo) e Matt Carroll (James), não sofre nenhuma ameaça da instituição católica. Assim, só resta tentar entender por qual razão tantos abusos permaneceram impunes por tanto tempo.