Brasil vota contra o "mais importante tratado de desarmamento"

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11 Junho 2008

 No dia 30/5, sexta-feira, a diplomacia brasileira esteve ausente -como tem sido praxe no processo- no desfecho histórico do que foi considerado o "mais importante tratado de desarmamento" dos últimos dez anos.
Lamentavelmente, o Brasil não estava entre os 111 países que se reuniram em Dublin (Irlanda) para determinar o total banimento das bombas "cluster", armamento moral e tecnologicamente obsoleto considerado o grande vilão humanitário de todos os conflitos em que foi utilizado.
Na sua ausência, o Brasil escolheu ficar ao lado de Estados Unidos, Rússia, China, Israel e Paquistão, em vez de apoiar seus tradicionais aliados regionais, como Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e México.
O Brasil produz, exporta e estoca bombas "cluster", que, além de atingirem áreas de até quatro campos de futebol quando arremessadas, muitas vezes falham ao tocar o solo e tornam-se pequenas minas terrestres à espera de uma criança que as detone sem intenção e sofra morte ou mutilação.
O Brasil pode assinar o tratado em dezembro, em Oslo (Noruega).

(cfr. notícia do dia 11-05-08, desta página).