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24 Janeiro 2012

Neste último ano, o cardeal Carlo Maria Martini trabalhou dia após dia na escrita de um pequeno livro. Ele tem por título Il vescovo [O bispo]. Estará nas livrarias na sexta-feira 27 janeiro (Rosenberg & Sellier, 92 páginas).

A reportagem é do jornal Corriere della Sera, 22-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Faz parte de um projeto dessa editora de Turim que poderia ser resumido assim: "curar as palavras" doentes do nosso tempo para voltar ao seu significado mais pleno. E "bispo" é uma delas.

Martini repercorre, também com notas autobiográficas, o longo caminho que leva um religioso ao significativo encargo. Ele não excluiu dessas páginas nem a etimologia da palavra, nem a análise da jornada do bispo, nem os vícios que podem perturbar a sua missão, nem o fato de que, para além das relações com os fiéis, ele é chamado a enfrentar as relações com as más línguas ou com o mundo midiático. Ele também analisa a relação com outras fés ou com os não crentes, relação essa já indispensável.

A conclusão é aberta ao presente e responde à pergunta: "Que perfil um bispo deveria ter hoje?". Além da intervenção de Franco Giulio Brambilla (bispo recém-eleito de Novara), apresentamos uma prévia de um trecho do livro de Martini. São as páginas que se referem aos contatos com os não crentes e um parágrafo das páginas dedicadas aos pobres.