Poluição do ar é classificada como cancerígena pela OMS

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18 Outubro 2013

A poluição do ar é a principal causa ambiental do câncer em humanos, é o que acaba de concluir a Agência Internacional para Pesquisas do Câncer (IARC), um braço da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Após revisões abrangentes das mais recentes literaturas científicas disponíveis, os especialistas da agência concluíram que a exposição à poluição atmosférica causa câncer de pulmão e que há indícios positivos da ligação com o aumento no risco de câncer de bexiga. É a primeira vez que a poluição do ar é classificada como cancerígena para os humanos.

A nota é de Fernanda B. Müller e publicada por CarbonoBrasil, 17-10-2013.

O material particulado, um dos principais componentes da poluição atmosférica, foi avaliado separadamente e também classificado como carcinogênico.

Apesar da composição da poluição e do material particulado e dos níveis de exposição variarem muito, as conclusões do grupo de trabalho se aplicam para todas as regiões do mundo.

Já se sabe que a poluição aumenta os riscos de diversas doenças, como respiratórias e do coração, e pesquisas recentes mostram que os níveis de exposição aumentaram muito nos últimos anos especialmente nos países em rápida industrialização.

Os dados mais recentes mostram que em 2010, 223 mil mortes por câncer de pulmão ao redor do mundo resultaram a poluição do ar.

“O ar que respiramos se tornou poluído com uma mistura de substâncias que causam câncer”, comentou Kurt straif, chefe da seção de monografias do IARC.

As principais fontes de poluição do ar são a queima de combustíveis no setor de transportes, a geração de energia estacionária, as emissões industriais e agrícolas, e, nas residências, o aquecimento e o cozimento.

“Classificar a poluição do ar exterior como carcinogênico para humanos é um passo importante”, enfatizou o Dr. Christopher Wild, diretor do IARC.

“Há formas efetivas de reduzir a poluição do ar e, dada a escala de exposição afetando as pessoas ao redor do mundo, este relatório deve enviar um sinal forte para a comunidade internacional agir sem mais atrasos”, completou Wild.

O resumo da avaliação será publicado na quinta-feira (24) no periódico The Lancet Oncology.

* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.