Poluição tira cinco anos de vida dos chineses

Mais Lidos

  • O Papa Leão XIV faz um pedido de desculpas histórico pelo papel da Santa Sé na legitimação da escravidão

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam a primeira encíclica de Leão XIV

    Magnifica Humanitas. Limites, possibilidades, perspectivas. Algumas análises

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

11 Julho 2013

A poluição do ar está encurtando a vida das pessoas no norte da China em cerca de 5,5 anos em comparação à das do sul do país. A informação, publicada em um estudo feito por especialistas chineses, americanos e israelenses, mostra o desastroso legado de uma política que distribuiu carvão de graça para aquecimento residencial.

A informação é publicada pelo jornal Valor, 09-07-2013.

Problemas ambientais são fonte de um crescente descontentamento social na China. No mês passado, Pequim prometeu adotar novas medidas para combater a poluição do ar, como a aceleração de programas de estímulo ao uso de energia renovável.

O relatório, publicado ontem na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), afirma que a política chinesa de distribuir carvão gratuitamente a todas as localidades ao norte do rio Huai, na China central, entre 1950 e 1980, provocou doenças cardíacas ou respiratórias em 500 milhões de pessoas que vivem nessa área.

"A expectativa de vida está cerca de 5,5 anos mais baixa no norte devido à crescente incidência de mortalidade cariorrespiratória", disseram os pesquisadores.

Ao estudar a poluição do ar e as mortes em 90 cidades, os especialistas descobriram que a expectativa de vida ao desabava ao norte do rio Huai, onde a poluição do ar era 55% maior do que no lado sul entre 1981 e 200. "A análise sugere que a política do rio Huai, que teve a louvável meta de fornecer aquecimento interno, teve consequências desastrosas para a saúde", disse o estudo. A pesquisa não estimou quantas vidas foram salvas ao evitar o frio do inverno na região.

Segundo os cientistas, o estudo pode ajudar economias emergentes, como China, Índia e Brasil, a encontrar melhores maneiras de combinar crescimento econômico a controle ambiental.