Haitianos começam a desistir do sonho brasileiro

Mais Lidos

  • O Brasil pode viver novo boom das commodities com a guerra?

    LER MAIS
  • ​A estética grotesca dos EUA, seja do ponto de vista discursivo ou do belicismo tacanho, mostra um imperialismo que abandona qualquer subterfúgio retórico e revela ao mundo mais fragilidades do que forças

    O imperialismo está nu: era Trump retrata não a força do gigante do norte, mas sua decadência. Entrevista especial com Juliane Furno

    LER MAIS
  • Thiel leva suas palestras sobre o Anticristo à porta do Vaticano, e as instituições católicas recuam

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 03 Agosto 2015

Dificuldades em conseguir emprego faz migrantes procurarem outros países para tentar a vida.

Em 2014, foram concedidos 1.873 vistos humanitários a migrantes do Haiti. No primeiro semestre deste ano, foram apenas 10, segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho e Emprego.

Até a metade do ano passado, Curitiba era a quarta cidade que mais recebia haitianos (4,5% dos migrantes do Haiti moravam na capital paranaense). Pinhais e Cascavel também apareciam na lista dos municípios que mais acolhiam. As principais fontes de emprego eram os frigoríficos e a construção civil, aquecida pela Copa do Mundo. Depois do Mundial, o mercado minguou e o trabalho se tornou mais escasso.

Em 2015, nenhum visto humanitário foi pedido por haitianos na capital paranaense. O aspecto econômico tem sido decisivo neste processo.

“O haitiano migra em busca do pão. Então, ele vai onde está o emprego”, observou o padre Agler Cherizier, coordenador da Pastoral do Migrante - Regional Sul. “A gente percebe que os ‘antigos’ migrantes, que já estão aqui há algum tempo, querem ir embora. Os novos ainda chegam, mas depois de duas ou três semanas sem conseguir emprego, se desesperam e também querem partir”, apontou.

Polícia

Outro termômetro que indica o desaquecimento da chegada é o volume de atendimentos registrados pela Polícia Federal (PF) em Curitiba. Em 2014, o departamento recebia uma média de 60 haitianos por dia. Neste ano, o fluxo não chega a 20. “Aparentemente, o Brasil e, certamente, Curitiba, têm sido um local de menos destino dos haitianos”, resume o delegado Renato Lima.