Declaração vaticana acusa políticos poloneses de criarem medo contra muçulmanos

Mais Lidos

  • Desafios à campanha de Lula. Artigo de Frei Betto

    LER MAIS
  • Trump tem dado um apoio muito forte à eleição de governos de extrema-direita e está também chantageando o Brasil, alerta a jornalista

    Eleições 2026 em xeque pelo fascismo americano: os vermes da extrema-direita e sua ameaça constante à democracia. Entrevista especial com Cristina Serra

    LER MAIS
  • As Big Techs resultam de uma nova ordem na aliança entre capital e técnica cujos efeitos ainda não são totalmente perceptíveis

    Democracia ameaçada: os novos sujeitos de linguagem da IA e o futuro em disputa. Entrevista especial com Eugênio Bucci

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

25 Julho 2016

Enquanto a Polônia se prepara para receber o Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude, uma declaração vaticana denunciou um "medo artificialmente criado contra os muçulmanos" no país, que, afirma-se, está sendo alimentado por alguns partidos políticos.

A reportagem é de Christopher Lamb, publicada na revista The Tablet, 23-07-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O problema, diz-se, deriva do fato de que a Polônia é "etnicamente homogênea", o que significa que, para muitos poloneses, a imigração é algo novo e visto como estranho por muitos.

O comunicado de imprensa, escrito por um porta-voz da Conferência Episcopal da Itália, mas distribuído pela Sala de Imprensa da Santa Sé, diz que os temores têm sido exacerbados pela falta de debate público, por procedimentos de migração complicados e pela inexistência de um programa público para ensinar as pessoas sobre diversidade.

"Infelizmente, esses temores são alimentados por alguns partidos políticos e por declarações inapropriadas feitas por políticos", escreve o Pe. Pawel Rytel-Andrianik. "Há um medo artificialmente criado contra os muçulmanos, compreensível, na verdade, em alguns aspectos (ataques terroristas). A Polônia faz fronteira com a Alemanha, que tem uma grande população muçulmana, e, na fronteira, não são realizadas algumas verificações regulares."

A declaração continua elogiando a generosidade da Igreja polonesa ao acolher refugiados do Oriente Médio e do norte da África, incluindo a coleta de 1,2 milhão de euros para ajudar e auxiliar 3.000 migrantes por ano. Ela acrescenta que os bispos poloneses fizeram um apelo para ajudar os refugiados um dia antes que o papa fizesse o seu chamado no dia 6 de setembro para que cada paróquia e casa religiosa acolhesse uma família migrante.

O comunicado de imprensa será lido como uma tentativa de minimizar as tensões entre a hierarquia polonesa e Francisco, que fez da acolhida aos migrantes uma parte fundamental do seu pontificado e pediu que os líderes europeus encontrassem formas melhores para integrar os recém-chegados ao continente.

Os bispos da Polônia são próximos do partido que dirige o país, Lei e Justiça, um governo que se recusou a aceitar a sua quota de migrantes da União Europeia – as tensões em torno da questão aumentaram no país, com incidentes em que os requerentes de asilo foram atacados.