Cardeal alemão é tachado de “anticristo” por defender muçulmanos

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02 Mai 2016

A defesa da liberdade religiosa feita por um cardeal da Alemanha provocou uma onda de reações negativas com declarações anti-islâmicas por políticos da extrema direita do país.

O editor-chefe Ingo Brueggenjuergen, da emissora católica Dom Radio, que levou ao ar uma entrevista com Dom Rainer Maria Woelki, da Arquidiocese de Colonha no começo da semana, disse, em 27 de abril, que alguns críticos alegam que o cardeal está querendo destruir a Igreja Católica.

A reportagem é de Rosie Scammell, publicada por Religion News Service, 28-04-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“Estes autodenominados salvadores do Ocidente cristão, que estão em busca de um anticristo absoluto, deveriam se olhar no espelho”, disse ele. O editor acrescentou que, em sua opinião, Woelki estava “em boa companhia” com o Papa Francisco e com os seus predecessores imediatos que se pronunciaram sobre os muçulmanos como irmãos de fé.

Num vídeo online gravado no início desta semana, Woelki chamou o partido de extrema direita “Alternativa para a Alemanha” de alarmista.

“Qualquer um que venha a denegrir os muçulmanos como os líderes do AfD [como é conhecido o partido no país] têm feito deveria perceber que as salas de oração e mesquitas estão igualmente protegidas pela nossa Constituição, da mesma forma as nossas igrejas e capelas”.

“Todo aquele que diz ‘sim’ às torres das igrejas deve também dizer ‘sim’ aos minaretes”, acrescentou. “Nunca mais as pessoas neste país deverão ser marginalizadas ou perseguidas por causa de raça, etnia ou religião”.

No começo deste mês, a líder dos deputados da AdD, Beatrix von Storch, descreveu o Islã como uma “ideologia política” e prometeu seguir adiante com as ideias de banir o uso de burcas e a construção de minaretes.

Os comentários do arcebispo são feitos num momento em que o citado partido vem ganhando terreno nas eleições locais com uma plataforma que mirou os refugiados e migrantes que entram na Alemanha. O líder do partido em Brandemburgo, Alexander Gauland, disse que o país está correndo o “perigo de ser islamizado”.

“O Islã não é uma religião como a católica ou o cristianismo protestante, mas sim sempre esteve intelectualmente associado com a tomada de poder”, disse ele segundo a agência Reuters.

O apoio ao AfD tem crescido em meio ao influxo de mais de 1 milhão de imigrantes no país em 2015. Até agora, o partido venceu as eleições em seis assembleias regionais.

Enquanto isso, alguns outros políticos preocupam-se com os ataques da ala direita contra os migrantes. Recentemente a polícia da região de Dresden prendeu cinco pessoas suspeitas de formarem um grupo militante de extrema direita que estariam preparando ataques com explosivos a quem busca asilo no país.

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