Morales confirma que viajará este mês ao Vaticano para reunir-se com o Papa

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • Conscientização individual dos efeitos das mudanças climáticas aumenta, mas enfrentamento dos eventos extremos depende de ação coletiva, diz pesquisador da Universidade de Santa Cruz (Unisc)

    Dois anos após as enchentes: planos de governo das prefeituras gaúchas não enfrentam as questões climáticas. Entrevista especial com João Pedro Schmidt

    LER MAIS
  • Como Belo Monte mudou para sempre o Xingu

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: André | 05 Abril 2016

O presidente da Bolívia, Evo Morales, confirmou no último domingo que viajará este mês ao Vaticano para reunir-se com o Papa Francisco, em meio a uma polêmica com a Igreja católica no país.

A reportagem é publicada por Europa Press, 04-04-2016. A tradução é de André Langer.

“Vou em abril ao Vaticano para ver o irmão Papa Francisco. Recebi um convite. Sempre é importante ouvir suas reflexões, receber suas bênçãos; falamos a sós”, disse, em uma entrevista ao jornal El Deber. (Nota da IHU On-Line: Para ler a entrevista na íntegra, em espanhol, clique aqui)

Lamentou também que alguns hierarcas da Igreja “tenham mentalidade colonial”, depois que acusaram membros do Governo de estarem vinculados ao narcotráfico.

“Sinto que um grupo de bispos tem uma mentalidade colonial. Pensam que o império romano continua até hoje, que eles têm a última palavra. Gostaria que tivessem a última palavra, com fé, que pratiquem o cristianismo”, apontou.

Neste sentido, pediu aos hierarcas que revelem os nomes das pessoas supostamente vinculadas ao narcotráfico, como divulgou a agência estatal boliviana de notícias, ABI.

“Padres hierarcas da Igreja católica, quero ver amanhã nomes, quem são essas autoridades do Estado que são narcotraficantes. Se não o fizerem, vou pensar (que querem) atacar o movimento indígena, como no passado”, disse.

Por último, Morales indicou que se sente “discriminado”, acrescentando que as autoridades “trabalham com padres das áreas rurais”. “É bonito estar aí. Prefiro isso a ir a um Te Deum para ser repreendido”, finalizou.