A Justiça boliviana investigará a morte de Luis Espinal

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Por: André | 20 Novembro 2015

Luis Espinal foi sequestrado na noite de 21 de março de 1980 e seu corpo foi encontrado na tarde do dia seguinte, em meio a rumores de que o próprio García Meza teria organizado o seu assassinato.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 19-11-2015. A tradução é de André Langer.

A Promotoria boliviana iniciará uma investigação para esclarecer as circunstâncias do assassinato do padre Luis Espinal, fato que ocorreu no dia 21 de março de 1980, informou nesta quinta-feira o advogado Frank Campero. O advogado informou que o promotor Genaro Quenta foi designado para coordenar as investigações sobre o desaparecimento, humilhações e tortura de Espinal, conhecido padre jesuíta.

Segundo Campero, a promotoria apresentará um memorial no qual será solicitada a declaração de seu cliente, o coronel Roberto Meleán, que cumpre pena de 30 anos na prisão de máxima segurança de Chonchocoro por crimes durante a tirania militar.

Meleán está disposto a disponibilizar de maneira legal todos os documentos que em sua posse, entre os quais há também documentos do coronel Freddy Quiroga Reque, os quais incluem uma lista com os nomes dos paramilitares que têm conhecimento do desaparecimento do dirigente sindical Marcelo Quiroga Santa Cruz e do padre Espinal.

Campero acredita que, mesmo passados 34 anos do assassinato de Espinal, nunca foi instaurado um processo e, portanto, deve-se iniciar agora a investigação em busca dos autores intelectuais e materiais.

Como parte da investigação, também será solicitada ao promotor a convocação dos padres Javier Albó e Eduardo Pérez, que eram os mais próximos a Espinal.

Luis Espinal Camps (Lucho Espinal) nasceu no dia 02 de fevereiro de 1932 na cidade de San Fructuoso de Bages, perto de Manresa, Espanha, e em agosto de 1949 ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote em julho de 1962 na cidade de Barcelona.

Pouco tempo depois foi enviado à Bolívia como missionário, onde desenvolveu uma intensa luta pelos direitos humanos, além de desenvolver trabalhos como cineasta, comunicador social e radialista.

Suas posições, contrárias às ditaduras e seu apoio aos movimentos mineiros, valeram-lhe inimizades durante o governo de fato de Luis García Meza, quando foi preso por paramilitares, torturado e assassinado.

Espinal foi sequestrado na noite de 21 de março de 1980 e seu corpo foi encontrado na tarde do dia seguinte, em meio a rumores de que o próprio García Meza teria organizado o seu assassinato.