Cardeal Napier: sem preocupações com o Sínodo, e otimista com os resultados

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21 Outubro 2015

Um dos 13 cardeais que teria assinado uma carta ao Papa Francisco que criticava duramente o Sínodo dos Bispos em curso disse não mais ter preocupações concernentes ao encontro e que até mesmo está otimista quanto ao seu resultado.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 20-10-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, o cardeal sul-africano Wilfrid Napier disse aos jornalistas que a resposta de Francisco à carta – dirigindo-se a todos os bispos já em seu segundo dia de trabalho – “fez uma enorme diferença (...) na escala de confiança” no papa e no processo sinodal.

Após ouvir o pontífice naquele dia, 6 de outubro, Napier disse ter a impressão de que “as preocupações foram levadas em conta, que elas foram consideradas e que, portanto, daquele dia em diante, todo mundo estava indo trabalhar no Sínodo com tudo o que haviam trazido consigo”.

“Acho que é isso o que estou vendo nestes dias, e que é por isso que percebo que este Sínodo tomou forma naquela primeira semana do Sínodo anterior, quando todos estávamos otimistas e ansiosos em trabalhar sobre os assuntos tratados como uma equipe”, disse o cardeal ao se referir ao Sínodo acontecido em 2014.

Francisco convocou dois Sínodos – encontros mundiais dos bispos católicos – a acontecer nos anos de 2014 e 2015, em que se tem buscado abordar questões relativas à vida em família. O evento de 2015 está acontecendo desde o último dia 4 e irá até o dia 25 deste mês.

As intrigas em torno de encontro deste ano atingiram o ponto alto na semana passada com a publicação da carta assinada por alguns cardeais, a qual foi entregue ao pontífice em privado no dia 5 de outubro, mas que foi tornada pública por um jornalista italiano no dia 12.

O cardeal americano Timothy Dolan confirmou ter subscrito a carta. Um outro cardeal americano, o Cardeal Daniel DiNardo, teria também assinado a carta, porém não se manifestou sobre o assunto.

Na terça-feira, Napier, arcebispo da arquidiocese sul-africana de Durban, disse que o documento era uma “carta particular” que foi “escrita no espírito de que o Papa Francisco dissera no início do Sínodo do ano passado, quando falou: por favor, falem abertamente e com honestidade, mas ouçam com humildade”.

O cardeal também renovou as suas críticas ao Sínodo de 2014, dizendo que houve “certos itens em particular que eram motivo de preocupação” para ele. Aqui ele mencionou o relatório intercalar lançado pelo Sínodo do ano passado.

Esse documento, segundo ele, “dizia coisas que, eu sei, foram ditas somente por, no máximo, duas ou três pessoas, mas que estavam sendo apresentadas como se fossem a reflexão do Sínodo”.

“Isso com certeza nos deu a impressão de que o Sínodo estava sendo conduzido a uma certa direção”, disse o cardeal em referência ao encontro do ano passado.

Napier, que trabalhou na equipe de elaboração do documento final do Sínodo dos Bispos sobre a família de 2014, hoje atua como um dos presidentes do evento.

Na coletiva de terça-feira, os cardeais sul-africanos também responderam a uma pergunta de um repórter preocupado com que o Sínodo poderia decidir empregar uma nova linguagem quando se referir às pessoas gays.

“Creio que isso seja um detalhe sobre o qual não poderemos lhe dar uma resposta neste momento, porque o texto oficial irá ser escrito em italiano, em primeiro lugar. Então, não posso lhe dizer o que vão escrever aí”, completou o religioso.

"Acho que, quando observamos os problemas que estamos estudando durante estas três semanas, há duas possibilidades”, disse o cardeal.

“A primeira é olhar a questão a partir do ponto de vista pastoral, em que se busca lançar a mão às pessoas e onde se quer ministrar a elas”, continuou. “A segunda, possibilidade que eu diria que está sendo pouco enfatizada no Sínodo deste ano, e mesmo o foi na edição do ano passado, é a que diz respeito ao aspecto profético. Conforme João Batista, diz-se que precisamos nos arrepender e que tais são os pecados, em seguida damos nomes a eles, de acordo como eles são”.

“Com certeza, este Sínodo tem sido muito mais pastoral, olhando para a forma como a Igreja pode ser uma serva e ministrar aos que se encontram em situações difíceis”, disse. “Vem havendo uma grande ênfase em se empregar uma linguagem que não ofenda”.

Os cerca de 210 prelados sinodais devem se reunir em sessão aberta na terça-feira de tarde.

Espera-se que na quarta-feira (21 de out.) aconteça a última rodada dos relatórios públicos produzidos nos 13 pequenos grupos de discussão no Sínodo.

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