Em campanha para a Presidência do Haiti, líder da Via Campesina mobiliza camponeses

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

29 Setembro 2015

Mobilizar os camponeses e organizá-los denunciando a fraude, a corrupção, a violência e o processo de recolonização do país em andamento no atual processo eleitoral: este é o principal objetivo da campanha do candidato do Kontrapepla (Mutirão de Trabalhadores e Camponeses pela Libertação do Haiti), Chavannes Jean-Baptiste, que disputa a eleição presidencial de outubro.

A reportagem é de Wálmaro Paz, publicada por Opera Mundi, 26-09-2015.

Ele anunciou no último final de semana, em uma reunião com cerca de 150 lideranças camponesas em Saint Marc, L’Artibonite, que sua campanha não será tradicional, não terá comícios e coisas do gênero, mas sim uma mobilização dos camponeses em torno do programa de autossustentabilidade, defesa da ecologia e contra a recolonização, processo que, segundo ele, está em marcha desde que os Estados Unidos, a OEA e a Minustah decidem o que é certo e errado no processo eleitoral.

Segundo Jean-Baptiste, mais importante do que o resultado das urnas, é a reorganização dos movimentos camponeses. A população camponesa no Haiti ainda é de 54% - pessoas que trabalham nas montanhas e no platô central sem nenhuma assistência do governo. Muitos deles caminham ao lado de burros e mulas cerca de 3 horas para chegarem com seus produtos aos maches (mercados), pontos de troca nos “kafous” (intersecções) haitianas. Jean-Baptiste, liderança continental da Via Campesina, já liderou a destruição de lavouras de milho transgênico da Monsanto.

O líder camponês, embora antecipando uma derrota, deverá passar por quase todas as comunidades até o dia 23 de outubro, quando vai encerrar a campanha. Com poucos recursos, ele estima até 300 mil votos no pleito, o que abre chances de ele ir ao segundo turno. Essa foi a votação que o atual presidente, Michel Martelly, teve em 2010. Segundo o jornal local Le Nouvelliste, Jean-Baptiste é um dos oito candidatos que podem “surpreender”.

Anulação das eleições de 9 de agosto

Paralelamente à campanha presidencial, Jean-Baptiste lidera uma petição exigindo a anulação das eleições parlamentares de 9 de agosto, porque, segundo ele, teria havido fraudes na maioria dos centros de voto. Sete candidatos a senador do departamento de L’Artibonite subscrevem o documento.