Tarso Genro vê risco de Dilma Rousseff não chegar ao fim do mandato no cargo

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14 Setembro 2015

Ex-presidente do PT, escolhido para recuperar a imagem do partido após o escândalo do mensalão, Tarso Genro disse neste domingo que se preocupa com a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff não chegar ao fim do mandato. E que um eventual pedido de impeachment da presidente “depende mais da política que do Direito”.

"Tenho essa preocupação, sim. Evidentemente, têm processos legais que podem ser levados a isso, e nós sabemos que a interpretação de um pedido de impedimento depende muito mais da política do que do Direito", disse Tarso, em entrevista ao jornalista Jorge Bastos Moreno, no programa “Preto no Branco”, do Canal Brasil.

Para o ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Educação e Relações Institucionais no governo Lula, a única forma de afastar a possibilidade de impeachment de Dilma é mudar a política econômica: "O governo, para afastar a criação de um bloco social capaz de dar sustentação para o impedimento, de um bloco parlamentar, teria que mudar a política econômica e monetária. Teria que fazer um ajuste que não se debruçasse sobre as costas dos mais pobres.

Ao comentar o ajuste fiscal do governo, personificado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Tarso disse que a paternidade do ajuste deve ser atribuída ao governo. "O ajuste que está aí não é do Levy, é do governo", afirmou o petista, sugerindo que o governo tem duas opções para sair da crise: uma solução “inovadora”, que seria organizada pela esquerda, ou “tomar medidas que todos os governos tomam”: Ou seja: não gastar e transformar o problema em uma crise de orçamento, que é uma forma absolutamente medíocre de responder a essas grandes questões históricas.

O petista criticou ainda as alianças do governo do PT. Ele acredita que, no futuro, o partido deve pensar em um novo sistema de entendimento com aliados.

"Acho que o PMDB tem obrigação de dar governabilidade ao governo da presidenta Dilma. Nós temos que defender seu mandato e honrar a votação popular. O PMDB tem obrigação com isso, mas entendo que meu partido deve pensar um novo sistema de alianças, cuja governabilidade não seja tão pragmática e imediatista como essas que se fizeram até agora em todos os governos.

Para Tarso, a aliança do PT com o PMDB chegou ao fim. "Essa aliança já acabou", disse o petista, acrescentando: "O primeiro partido do governo hoje é o PMDB".

Perguntado sobre quadros do PT para concorrer à Presidência em 2018, Tarso citou outros nomes além de Lula, e disse que não seria candidato. "Há outros quadros de alta respeitabilidade: (Fernando) Pimentel (governador de MG), (Jaques) Wagner (ministro da Defesa), (Aloizio) Mercadante (ministro da Casa Civil)."

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