Os últimos ecos da visita do Papa ao Paraguai

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Por: André | 20 Julho 2015

O apresentador da CNN em espanhol ficou maravilhado com o comportamento do país, e disse: “Tiro meu chapéu ao Paraguai. É incrível este país. Conheçam-no! Paraguai, o país católico por excelência”.

A reportagem é de Joseantonio Rafael Soto e publicada por Religión Digital, 18-07-2015. A tradução é de André Langer.

“Os mais belos votos de boas-vindas que me tocou viver em 25 anos de trabalho”, manifestou um dos correspondentes italianos. E o próprio porta-voz, o representante do Papa, declarou que foi a acolhida mais impactante do giro do Papa pela América. “Foi a melhor acolhida”. Referia-se, sobretudo, à maravilhosa acolhida feita no aeroporto, e durante todo o trajeto até a Nunciatura, mas confessando que isto se repetiu em todos os lugares, e louvou grandemente o calor humano e a hospitalidade das pessoas.

Os jornalistas ficaram, como se vê, gratamente surpresos, mas quem não ficou surpreso foi o próprio Papa, pois conhece muito bem este povo e não espera menos dele. E estas são suas palavras: “O paraguaio tem a energia e o dom da pessoa que Jesus quer para o mundo. Se querem sentir a fé em Deus, devem ter um amigo paraguaio”.

O uso do guarani foi outra coisa muito impactante em nível mundial, assim como a música e as danças, o colorido, etc. O Paraguai, oficialmente é bilíngue, e o guarani é a língua materna, a que se identifica com o povo paraguaio.

O respeito por essa língua também causou admiração entre os correspondentes. Eis suas palavras: “Que respeito os paraguaios têm por sua língua nativa, pelo guarani! Não tínhamos conhecimento disso, e eu penso que se há na América um país que tenha este respeito é o Paraguai. É um povo que tem um grande respeito por sua língua, e é hora que demos crédito a algo que não houve em outro país”.

Aproveitou-se esta visita do Papa para pedir-lhe a beatificação de Chiquitunga [María Felicia Guggiari], uma mulher muito comprometida desde jovem com o Senhor e com sua Igreja, e que aos 30 anos ingressou no Carmelo de Assunção.

Esteve apaixonada por um outro jovem militante cristão, o doutor Angel Sauà, mas confessou que era verdade que estava apaixonada por ele, mas que estava mais apaixonada por Jesus.

Foi dito sobre ela: “Foi uma mulher simples, que não fez nada de extraordinário, mas tudo o que fez, o fez extraordinariamente bem. Com seu sorriso teve amor pelos pobres... e pelos mais necessitados. Ela tinha qualidades extraordinárias, era uma líder, mas, apesar desta qualidade, fazia as coisas para que as outras pessoas aparecessem e não ela”.

Em vários momentos os bispos manifestaram ao Papa o desejo da primeira santa paraguaia, tanto na missa de Caacupé, como no almoço que teve com eles.

O Papa manifestou seu interesse pelo tema e disse que iria perguntar ao cardeal encarregado pelas canonizações em que ponto estava o caso.

Quando na missa de Caacupé o bispo manifestou ao Papa o desejo de ter a primeira santa paraguaia, as pessoas começaram a gritar: “Chiquitunga, santa já!” E repetiram essas palavras várias vezes durante a visita.