''Laudato si' é um apelo ao ecumenismo'', afirma líder ortodoxo

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15 Julho 2015

"A Laudato si' é um apelo ao ecumenismo 'existencial'." É o que afirmou o metropolita de Pérgamo, Ionannis Zizioulas, em uma longa entrevista com o padre Antonio Spadaro, publicada no último número da revista La Civiltà Cattolica.

A reportagem é de Alessandro Gisotti, publicada no sítio da Radio Vaticana, 14-07-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O bispo ortodoxo, que esteve entre os oradores da apresentação da encíclica do Papa Francisco – no último dia 19 de junho na Aula Nova do Sínodo – salienta que, "diante dos grandes problemas da humanidade e do planeta, as nossas diferenças e divisões se relativizam. Há sobre algumas questões um ecumenismo já realizado. Portanto, a encíclica é realmente um apelo à unidade dos cristãos, à oração comum e à conversão dos nossos corações e dos nossos estilos de vida que se tornaram insustentáveis".

Crise ecológica, problema espiritual

"A crise ecológica – continua Zizioulas na conversa com o diretor da revista dos jesuítas italianos – é, essencialmente, um problema espiritual: a encíclica diz isso com clareza. Com o pecado original, a correta relação entre o homem e o seu ambiente natural se rompeu. Essa ruptura é pecado, o pecado ecológico, que é tanto individual quanto social. Quem pensa na própria salvação não pode não considerar o pecado ecológico, fruto da avidez humana".

O metropolita de Pérgamo sublinha o grande empenho do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I sobre as questões ambientais e recorda que, ainda em 2002, junto com João Paulo II, foi assinado um documento conjunto, a Declaração de Veneza, "em que os dois líderes da Igreja declararam a sua preocupação com a proteção do nosso planeta ameaçado pela atual crise ecológica".

Agora, acrescenta, "em nome do Patriarca Ecumênico, expressei a Sua Santidade Francisco a grande gratidão do mundo ortodoxo por ter levantado a sua voz de autoridade neste momento crítico da história da humanidade".

Ambiente, justiça social e ecumenismo

"As Igrejas – reitera o bispo Zizioulas – devem buscar a sua unidade não só em relação ao passado, mas também em relação às atuais condições em que vivem. As necessidades reais da humanidade também devem ser levadas em consideração no ecumenismo existencial, e isso significa que problemas como a justiça social e a proteção da criação devem possuir um lugar central nas relações ecumênicas".

Além disso, continua, "a ecologia não é preservação, mas desenvolvimento". O metropolita, depois, volta a lançar a sua proposta para que os cristãos possam celebrar uma data comum para rezar pela terra.

"O Patriarcado Ecumênico – explica –, em 1989, decidiu dedicar a data de 1º de setembro para a oração pelo ambiente. Nesse dia, nós rezamos pela criação também com orações compostas especialmente por um hinógrafo do Monte Athos. Seria um sinal se essa data tivesse valor para todos os cristãos."

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