Morales: papa e movimentos sociais devem ser liga para a libertação

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Por: Jonas | 09 Julho 2015

O presidente da Bolívia, Evo Morales (foto), expressou seu desejo de que o papa Francisco e as organizações sociais sejam “como uma liga para libertar os povos do mundo”, ao inaugurar, na cidade de Santa Cruz, o II Encontro Mundial de Movimentos Populares.

A reportagem é publicada por RPP Noticias, 07-07-2015. A tradução é do Cepat.

 
Fonte: http://goo.gl/IBMuXt  

“Esperamos que nossos movimentos sociais do mundo, junto ao irmão papa Francisco, sejam como uma liga para libertar os povos do mundo. É o grande desejo que tenho desde aqui”, destacou Morales em seu discurso de abertura do evento.

Acrescentou que a tarefa dos delegados que participam do encontro de três dias será a de elaborar um documento “que permita libertar a todos os povos do mundo” das injustiças sociais e das “anarquias financeiras” existentes.

“E que essa luta dos movimentos sociais seja acompanhada pela Igreja católica e outras igrejas que também se somarem para a libertação dos povos no mundo”, acrescentou.

Do encontro, organizado pelo Conselho Pontifício de Justiça e Paz do Vaticano e o vice-ministério boliviano de Coordenação com os Movimentos Sociais, participam cerca de 1.500 delegados de diversos países, especialmente latino-americanos.

Representando a Bolívia participam dirigentes de indígenas e sindicatos de operários e camponeses afinados com o Governo boliviano, assim como o setor juvenil do partido da situação.

Morales expressou sua surpresa com o fato de que um papa acompanhe os movimentos populares “com suas mensagens de justiça e paz, mas paz com justiça social” e opinou que o nome de Francisco está trazendo “honra e orgulho para os povos e a Igreja”, porque São Francisco de Assis era o “santo dos pobres”.

O mandatário boliviano reiterou suas usuais críticas ao “imperialismo” estadunidense e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e voltou a celebrar a vitória do “não” no referendo da Grécia sobre as últimas propostas dos credores a esse país.

“Eu estou convencido que este novo milênio não é milênio das oligarquias, nem das hierarquias, nem monarquias, menos ainda das anarquias econômicas e financeiras, é o tempo dos povos do mundo”, afirmou Morales.

Incentivou os delegados a debater para encontrar a “origem da pobreza, da desigualdade” e das políticas e instituições econômicas que, na sua avaliação, são as causadoras desses problemas.

Em sua fala, o presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz do Vaticano, o cardeal Peter Turkson, ressaltou a necessidade de que o mundo avance “em um consenso de mudança na defesa da Terra e da dignidade das pessoas”, tarefa que não é exclusiva dos líderes religiosos ou políticos, “mas de toda a humanidade”.

“O grito, a queixa, o protesto e a repressão aos pobres são de vital importância para que os poderosos do mundo compreendam que assim não é possível continuar. A Igreja quer escutar este grito e se somar a ele”, afirmou Turkson.

O cardeal ganês foi um dos encarregados de apresentar, há duas semanas, a encíclica do papa Francisco sobre o aquecimento global, “Laudato Si’” (Louvado sejas).

O papa Francisco, que iniciará nesta quarta-feira uma visita de três dias a Bolívia, participará na quinta-feira do encerramento do encontro junto com Morales.