Francisco: há alimentos para todos; Deus julgará os poderosos da Terra

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Por: André | 13 Mai 2015

Deus julgará “os poderosos da Terra” e saberá “se verdadeiramente trataram de providenciar os alimentos para Ele em cada pessoa e se agiram para que o ambiente não fosse destruído”, afirmou o Papa Francisco na abertura, com uma missa celebrada na Basílica de São Pedro, da XX Assembleia da Caritas Internationalis (que acontece de 12 a 17 de maio), intitulada “Uma família humana, alimentos para todos”.

O Pontífice argentino destacou que a Caritas não é uma “simples organização humanitária”, nem a sede central está a cargo das Caritas das Igrejas particulares, e revelou “o desejo da Igreja de ir ao encontro de Jesus em cada pessoa, sobretudo quando é pobre e sofre”. Francisco renovou o apelo para não esquecer os irmãos cristãos “expulsos de suas casas e de suas Igrejas, às vezes destruídas”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 12-05-2015. A tradução é de André Langer.

A Caritas, disse o Papa, “já é uma grande confederação, reconhecida amplamente também no mundo pelas suas realizações. A Caritas é uma realidade da Igreja em muitas partes do mundo e deve encontrar ainda mais difusão também nas diversas paróquias e comunidades, para renovar o que aconteceu nos primeiros tempos da Igreja. De fato, a raiz de todo o vosso serviço está justamente na acolhida, simples e obediente, a Deus e ao próximo. Esta é a raiz. Se se tira esta raiz, a Caritas morre”.

E esta acolhida, indicou Jorge Mario Bergoglio, “realiza-se em vocês pessoalmente, porque depois vão ao mundo, e ali servem em nome de Cristo que vocês encontraram e que encontram em cada irmão e irmã a quem vocês se fazem próximos; e justamente por isso se evita reduzir-se a uma simples organização humanitária. E a Caritas de cada Igreja particular – acrescentou –, mesmo a menor, é a mesma: não há Caritas grandes e Caritas pequenas, todas são iguais. Peçamos ao Senhor a graça de entender a verdadeira dimensão da Caritas, a graça de não cair no erro de acreditar que um centralismo bem organizado seja o caminho, a graça de entender que a Caritas está sempre nas periferias em cada Igreja particular e a graça de acreditar que o centro da Caritas é somente ajuda, serviço e experiência de comunhão, mas não é a cabeça de todos. Quem vive a missão da Caritas não é um simples operador, mas precisamente uma testemunha de Cristo. Uma pessoa que procura Cristo e se deixa procurar por Cristo; uma pessoa que ama com o espírito de Cristo, o espírito da gratuidade, o espírito da doação. Todas as nossas estratégias e planejamentos ficam vazios se não levamos em nós esse amor. Não o nosso amor, mas o seu. Ou melhor ainda, o nosso amor purificado e reforçado pelo seu. E assim se pode servir a todos e preparar a mesa para todos. Também esta é uma bela imagem que a Palavra de Deus nos oferece hoje: preparar a mesa. Deus nos prepara a mesa da Eucaristia, mesmo agora”.

A Caritas, disse o Papa, “prepara tantas vezes mesas para quem tem fome. Nestes meses, vocês desenvolveram a grande campanha ‘Uma família humana, alimentos para todos’. Tanta gente espera também hoje comer o suficiente. O planeta tem alimentos para todos, mas parece que falta a vontade de partilhar com todos. Preparar a mesa para todos e pedir que haja uma mesa para todos. Fazer aquilo que podemos para que todos tenham o que comer, mas também recordar aos poderosos da terra – destacou – que Deus os chamará a julgamento um dia e se manifestará se realmente procuraram providenciar o alimento para Ele em cada pessoa (cf. Mt 25, 35) e se trabalharam para que o ambiente não seja destruído, mas possa produzir esses alimentos. E pensando na mesa da Eucaristia, não podemos esquecer aqueles nossos irmãos cristãos que foram privados com violência seja dos alimentos para o corpo seja daquele para a alma: foram expulsos de suas casas e de suas igrejas, às vezes destruídas. Renovo o apelo para não esquecer estas pessoas e estas intoleráveis injustiças”.

“Junto a tantos outros organismos de caridade da Igreja, a Caritas revela a força do amor cristão e o desejo da Igreja de ir ao encontro de Jesus em cada pessoa, sobretudo quando é pobre e sofre. Este é o caminho que temos diante de nós e com este horizonte desejo que vocês possam desenvolver os trabalhos destes dias. Confio-lhes à Virgem Maria, que fez da acolhida a Deus e ao próximo o critério fundamental da sua vida. Justamente amanhã [hoje, 13 de maio] celebraremos Nossa Senhora de Fátima, que apareceu para anunciar a vitória sobre o mal. Com um apoio assim tão grande não temos medo de continuar a nossa missão”.

As orações dos fiéis foram pronunciadas em francês, árabe, inglês, suahili e espanhol.

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