A humanidade corre o risco de ficar a seco

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23 Março 2015

O dia 22 de março é o Dia Mundial da Água, mas há pouco a se festejar.

A Califórnia, atingida por quatro anos de seca, segundo a Nasa, tem "reservas para um ano", enquanto as faixas aquíferas estão nos níveis mínimos, escreve o jornal The Guardian.

O Brasil está vivendo a pior seca dos últimos 80 anos, tanto que, no estado de São Paulo, apenas 6% do reservatório artificial de Atibainha está cheio. No Irã, as bacias estão cheias a 40%, enquanto o lago Urmia se reduziu em 90% em uma década, e o rio Zayandeh-Rud secou.

A reportagem é de Claudia Grisanti, publicada no sítio Internazionale, 22-03-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As Nações Unidas lembram que a água é fundamental para o desenvolvimento sustentável. Sem água, não há agricultura: a atividade é responsável por 70% do consumo hídrico global.

Para produzir uma caloria de alimento, são necessário 1-100 litros, e até 2050 a produção alimentar deverá aumentar em 60% para saciar toda a população mundial.

A água também é essencial para produzir energia nas usinas hidrelétricas e as centrais termelétricas. Para a higiene e a saúde, é necessário o acesso à água potável, mas 748 milhões de pessoas ainda não o têm.

Os recursos hídricos também são fundamentais para o desenvolvimento industrial, para a vida nas cidades, para a superação das desigualdades e para a conservação da natureza.

Para superar esse desafio, é preciso consumir menos água e, sobretudo, consumir melhor: por exemplo, como propõe um relatório do Banco Mundial, por que, em vez de irrigar os campos cultivados com água potável, não se usa água purificada?

 

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