Papa irrita México ao dizer que Argentina pode se 'mexicanizar'

Mais Lidos

  • Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República

    LER MAIS
  • Pesquisadora reconstrói a genealogia do ecofascismo e analisa as apropriações autoritárias do pensamento ambiental, desde o evolucionismo do século XIX e o imaginário “ecológico” nazista até suas mutações contemporâneas. Ela examina novas formas de “nacionalismo verde” e explica como a crise climática é instrumentalizada pela extrema-direita para legitimar exclusões, fronteiras e soluções antidemocráticas

    Ecofascistas: genealogias e ideias da extrema-direita "verde". Entrevista com Francesca Santolini

    LER MAIS
  • A guerra dos EUA e Israel com o Irã: informação, análise e guerra assimétrica. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Fevereiro 2015

O papa Francisco afirmou que seu país natal, a Argentina, corre o risco de se "mexicanizar" devido ao avanço do tráfico de drogas, causando uma polêmica com o México.

A declaração está em uma carta enviada pelo pontífice ao político e ativista Gustavo Vera, da ONG argentina La Alameda, com a qual o papa já colaborou no passado.

"Oxalá ainda tenhamos tempo de evitar a mexicanização. Estive falando com alguns bispos mexicanos e a coisa é aterrorizante", escreveu o papa.

O governo do México disse que enviará uma nota diplomática ao Vaticano em resposta a esta declaração.

A reportagem é publicada por BBC Brasil, 24-02-2015.

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores do México, José Antonio Meade, disse que se reuniu com o núncio apostólico no México, Christopher Pierre, para expressar a "tristeza e preocupação" do governo mexicano com o comentário do papa.

O chanceler mexicano afirmou ao núncio que o problema do tráfico de drogas é um "desafio compartilhado" com outros países e, para combatê-lo, o México tem realizado nos últimos anos uma batalha intensa.

"Mais do que tentar estigmatizar o México ou qualquer outra região dos países latino-americanos, o que (o papa) deveria (fazer) era procurar abordagens melhores, espaços de diálogos melhores e maiores espaços de reconhecimento dos esforços que México e América Latina fazem a respeito de um tema que muito nos preocupa", disse Meade.

Já na Argentina, a comparação causou pouca polêmica, segundo correspondentes.

Outras comparações

Juan Carlos Pérez Salazar, correspondente da BBC Mundo no México, lembrou que uma polêmica semelhante ocorreu em 2012, quando foi realizado, no país, um seminário chamado "Colombianização do México, mexicanização da Colômbia".

De acordo com o correspondente, os dois países não gostaram das comparações - mas ambos tem problemas semelhantes como a forte penetração do narcotráfico na sociedade, altos índices de violência e corrupção e perda de controle sobre alguns territórios.