Vanier diz que as marchas “Je Suis Charlie” criaram mais divisão

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26 Janeiro 2015

A marcha Je Suis Charlie que reuniu milhões nas ruas de Paris após os assassinatos cometidos por terroristas islâmicos criou mais divisões na sociedade francesa, segundo Jean Vanier, fundador da L’Arche.

A reportagem é de Catherine Pepinster, publicada pelo The Tablet, 23-01-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Em vez dos protestos que enfureceram muitos muçulmanos, deveria ter havido um chamado ao respeito mútuo, disse Vanier numa audiência na Câmara dos Lords no início desta semana.

Vanier estava falando sobre “Por que o forte precisa do fraco”, num evento organizado pela entidade “Together for the Common Good”, que incluiu um debate entre Vanier, Justin Welby (arcebispo de Canterbury) e o Cardeal Vincent Nichols (arcebispo de Westminster).

Quando Sarah Montague, moderadora do evento, lhe perguntou sobre os assassinatos e a marcha subsequente em Paris, Vanier questionou a sabedoria tanto do Charlie Hebdo, revista alvejada pelos islamistas por publicar charges consideradas ofensivas, quanto da marcha de protesto na sequência da morte de 10 jornalistas e chargistas, três policiais e quatro pessoas mantidas reféns numa padaria judaica.

Havia pouquíssimos muçulmanos na marcha, mesmo que muitos deles haviam ficado furiosos pelas charges. Porque é uma forma de violência fazer piada do que é sagrado a outras pessoas”, disse Vanier. “Pelo contrário, temos que criar lugares onde podemos nos reunir”.

O Cardeal Nichols manifestou apoio aos comentários de Vinier, dizendo: “Deveríamos estar prontos para repudiar a violência, e houve violência real por parte da revista; as charges estavam lá para enfurecer as pessoas, para deixá-las com raiva. É muito bom termos o direito de insultar uns aos outros, mas também devemos nos respeitar mutuamente”.

Jean Vanier, 86 anos, fundou as comunidades L’Arche para pessoas deficientes na década de 1960 depois de uma carreira como oficial naval, filósofo e teólogo. Disse durante a palestra na Câmara dos Lordes que as comunidades L’Arche são lugares de paciência, onde as pessoas se sentem pertencidas, e que elas estão abertas à comunidade em geral. A sociedade pode aprender algumas lições com a experiência das comunidades L’Arche, disse ele, referindo-se à necessidade de se escutar o outro.

Precisamos trabalhar juntos para um propósito comum, para criarmos lugares onde possamos nos encontrar. O crescimento se dá quando aprendemos a aceitar as nossas próprias fraquezas. As pessoas que escutam os mais fracos se transformam”, disse Vainer.

A “Together for the Common Good” é uma iniciativa destinada a encorajar os cristãos a trabalharem juntos pelo bem comum. Foi fundada por Jenny Sinclair no intuito de desenvolver o legado da parceria ecumênica havida entre o seu falecido pai, David Sheppard (bispo anglicano de Liverpool) e o falecido Derek Worlock (arcebispo católico de Liverpool).

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